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Para Sarney, crise no governo e CPI contra Palocci são ‘página virada’

Jennifer Gonzales

08 de junho de 2011 | 12h02

 Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considerou “página virada” a crise enfrentada pelo governo da presidente Dilma Rousseff por conta das suspeitas sobre o crescimento do patrimônio do ex-ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, de mais R$ 20 milhões em quatro anos. Sarney chamou a reação dos parlamentares da oposição de “guerra política”, apesar de ser estimulada, em grande parte, por deputados e senadores da base aliada do Planalto, contrários à ideia inicialmente aventada de se solidarizarem com Palocci.

Sarney desqualificou a interlocução política feita pelo ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, ao destacar que o trabalho “vinha sendo feito predominantemente pelo Palocci” e, segundo o senador, “com a ajuda do ministro Luiz Sergio”. “Não sei a maneira como a presidente deseja estabelecer uma nova forma de relações com políticos e com o Congresso”. “Eu acho que essa relação tem sido harmoniosa, mas naturalmente houve mudança significativa. Ninguém pode desconhecer que a figura de Palocci dentro do governo tinha predominância”, ressaltou Sarney.

A criação da CPI do Palocci é também, no entender do presidente do Senado, outra “página virada”. “Devemos olhar para o futuro e ver o novo desenho que o governo vai adotar, justamente agora que a senadora Gleisi foi recrutada para a parte técnica e evidentemente vai dar um novo desenho ao relacionamento político”, alegou. “Eu espero que, no Executivo, ela que já tem tanta experiência, possa realizar uma excelente obra e um bom trabalho ajudando a presidente Dilma”, acrescentou, referindo-se à escolha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para substituir Antonio Palocci.

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