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Para presidente da CUT, conflitos em Jirau podiam ter sido evitados

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

28 de março de 2011 | 19h23

Roldão Arruda

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, está convencido de que os conflitos ocorridos recentemente nos canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, Rondônia, poderiam ter sido evitados se o governo tivesse dado mais atenção aos alertas que recebeu. Na reunião da qual participa nesta terça-feira, 29, em Brasília, ao lado do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral, e representantes das empreiteiras e sindicalistas, Henrique vai apresentar um dossiê com documentos que comprovam os vários alertas que foram feitos.

Segundo a CUT, o primeiro deles ocorreu em 2007 – o ano de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do qual fazem parte as hidrelétricas. Naquela época, baseando-se na história de construção de outras grandes obras de infraestruturas no País, nas quais frequentemente os direitos dos trabalhadores tinham sido violados, a CUT propôs a criação de uma comissão para discutir questões trabalhistas. Dela fariam parte representantes do governo, das empreiteiras e dos sindicatos. As regras que discutiriam poderiam valer para os canteiros de obras da hidrelétricas e todos os empreendimentos de grande porte do PAC.

Mas, ainda segundo a CUT, o assunto foi ignorado. Na avaliação de dirigentes da central, o governo gosta de negociar muito com as empreiteiras, mas evita discutir acertos trabalhistas. Parece acreditar que a geração de empregos já é suficiente para os trabalhadores.

A CUT considera despropositadas as informações segundo as quais os conflitos teriam surgido em decorrência de uma feroz disputa que estaria travando com a Força Sindical pelo controle dos sindicatos da construção civil na área das hidrelétricas. Na opinião dos seus dirigentes, basta ir à região e conhecer as condições em que vivem os trabalhadores para se descobrir as verdadeiras razões dos conflitos.

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