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Para Lula, nome novo e alianças podem garantir vitória do PT em SP em 2012

Lilian Venturini

20 de setembro de 2011 | 14h55

Tiago Décimo, de O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que gostaria que seu partido “inovasse” na escolha do candidato à Prefeitura de São Paulo. “Eu defendo a tese de que é importante que a gente comece a lançar pessoas novas nas eleições”, afirmou nesta terça-feira, 20, em Salvador, onde recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Lula destacou ainda a importância de formar alianças fortes com outros partidos e encontrar um vice como José Alencar. “Vale para São Paulo o que valeu para mim”, disse ao se lembrar da coligação de sua candidatura à presidência.

“Para mim, se for a Marta Suplicy, se for o Jilmar Tatto, se for o (Carlos) Zarattini, eu vou estar na rua fazendo campanha, mas eu gostaria que o PT inovasse.” Segundo o ex-presidente, apesar de a senadora e pré-candidata Marta Suplicy aparecer com 30% nas pesquisas de intenção de voto, o montante não é suficiente para garantir favoritismo na escolha do candidato do partido. “A Marta sempre será uma forte candidata, ninguém pode dizer que alguém que começa a corrida com 30% é fraca, mas nós sempre tivemos 30% dos votos em São Paulo”, disse. “Nós ganhamos com a Luíza Erundina em 1988 com 30%, nós ganhamos com a Marta com 30%, depois nós perdemos com a Marta e com o Aloísio Mercandante, com 30%. Então o PT tem 30% em São Paulo quem quer que seja o candidato.”

Para Lula, a formação de alianças políticas deve determinar uma possível vitória de seu partido na capital paulista. “Minha tese é que nós precisamos construir os outros 20%”, avalia. “Nós precisamos encontrar o nosso José Alencar da capital, em uma composição política com outros partidos que possam dar os 20% de votos que nós precisamos.”

 

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