Para associação de juízes, ‘desgaste’ justifica férias de 60 dias
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Para associação de juízes, ‘desgaste’ justifica férias de 60 dias

Lilian Venturini

28 de julho de 2011 | 10h45

O “desgaste à mente” causado pela profissão justifica a manutenção de 60 dias de férias a juízes, afirma o vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Fernando da Costa Tourinho Neto. “O juiz não trabalha somente no fórum”, disse em entrevista à rádio Estadão ESPN, na manhã desta quinta-feira, 28.

Sem dar exemplos, Tourinho alegou que outras profissões também se encaixariam nessa análise e discorda que haja privilégio. “A mente [do juíz] não descansa. Mesmo à noite, [ele] fica procurando uma solução para o problema. Isso causa um desgaste grande. É necessária que haja período de férias mais longo”, argumentou.

Na quarta-feira, 27, a Ajufe divulgou nota em resposta a declarações recentes do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, que defendeu férias de um mês à categoria. No texto, a associação registrou que os magistrados têm jornadas superiores a 40 horas semanais, além de plantões de fins de semana. “As férias de 60 dias são, portanto, uma justa compensação por não terem direito à jornada fixa semanal de trabalho nem ao recebimento de horas extras”, diz a nota.

À rádio, Tourinho Neto descartou a intenção de haver nova paralisação e disse esperar acordo após a assembleia prevista para o dia 17 de agosto. Em abril, a categoria parou por um dia para reivindicar aumento de 14,79% nos salários e benefícios que são garantidos ao Ministério Público, como licença-prêmio, auxílio-alimentação e a possibilidade de vender parte das férias. Atualmente, os juízes federais recebem entre R$ 21 mil e R$ 24 mil.

 

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