Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais
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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

05 Julho 2010 | 21h21

Por Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Disputa pelo Senado causou muita briga entre aliados

Prioridade número 2 do PT, atrás só da disputa presidencial, o Senado foi a causa de muitos conflitos entre aliados até pouco antes do fim do prazo para registro de candidaturas, encerrado nesta segunda-feira, 5. Na maior parte das vezes, os políticos rejeitaram convites para serem candidatos a vice-governador. No Paraná, a petista Gleise Hoffman, ex-diretora de Itaipu, não quis ser candidata a vice na chapa de Osmar Dias (PDT) ao governo. No Ceará, o PT não abriu mão da candidatura de José Pimentel ao Senado, apesar dos apelos do grupo ligado ao deputado Eunício Oliveira (PMDB), que queria concorrer sozinho à vaga. O PMDB, hoje com 18 senadores, tenta garantir a maior bancada. Já o PT busca aumentar seu time, atualmente com 9 senadores.

BRASIL 2

Um ministro que jura ficar longe das urnas

Um dos ministros mais atuantes da campanha da petista Dilma Rousseff, Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, foi presença constante nas convenções de partidos governistas. Costuma fazer discursos inflamados e participa da definição de estratégias e das negociações políticas da candidatura. Padilha diz que sua intenção é “ajudar o presidente Lula e trabalhar para dar continuidade ao governo”. Ele jura, ainda, que não tem ambições eleitorais. “Quando acabar a campanha de Dilma e o governo de Lula, minha missão estará cumprida”, afirma o ministro.

RIO

Dirigente do PV vai votar no PSOL

O presidente do PV do Rio, vereador Alfredo Sirkis, inconformado por não poder lançar candidato avulso ao Senado, anunciou que, apesar das “diferenças ideológicas”, pretende dar seu voto para o candidato do PSOL a senador, Milton Temer. No Rio, o PV disputa o governo com Fernando Gabeira e tem na chapa candidatos ao Senado do DEM e do PPS. Sirkis diz que não há compromisso de apoio aos partidos coligados. O vereador também está em conflito com o PV de Rondônia e de Mato Grosso e disse que alguns companheiros de partido “viraram gigolôs” da legenda.

BRASIL3

Plano de governo só para o TSE

Coordenador do programa do PMDB, Moreira Franco não estranhou que diretrizes petistas fossem registradas como programa de Dilma Rousseff. “Há diferenças. Se pensássemos da mesma forma, estávamos todos no PT”, disse, antes de o PT mudar o registro.

PARANÁ

Tucano cola em Richa e Serra

Recém-escolhido candidato ao Senado, Gustavo Fruet (PSDB) tem pressa. “Tudo será feito agora, a começar pela foto”, brinca.

SOBE & DESCE

seta_cima (2)Reajustes

Governadores deram aumento

Muitos candidatos à reeleição se apressaram em reajustar salários de servidores estaduais antes do prazo final estabelecido pela legislação eleitoral, fixado em 3 de julho.

seta_baixoGreves

Movimentos esvaziados

Sem perspectiva de receberem aumentos e outros benefícios durante a campanha eleitoral, por causa do proibição legal, os movimentos grevistas perdem força até outubro.