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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

25 de junho de 2010 | 22h27

Por Luciana Nunes Leal

BRASIL

 PSDB dá a Álvaro Dias missão de virar votos

Na noite de quinta-feira, José Serra foi ao aniversário da filha, Verônica, na casa dela, no Morumbi. Àquela altura, o nome de Álvaro Dias estava amadurecido como candidato a vice e a missão do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (foto), era conversar com os presidentes dos partidos aliados. “Era preciso bater o bolo onde tem fermento. Álvaro tem potencial instantâneo de virar pelo menos 500 mil votos”, calcula um aliado que defendia a escolha do paranaense, em vez de uma mulher, para fazer frente a Dilma Rousseff e Marina Silva. Para o tucano, era arriscado lançar uma candidata com pouca consistência eleitoral ou de um Estado pouco expressivo. Depois de optarem por Álvaro Dias, os tucanos contavam com a reação inconformada do DEM e com a concordância do PTB e do PPS. Só não previam a indiscrição de Roberto Jefferson, que anunciou a escolha no Twitter.

BRASIL2

Reação tucana contra prefeitos rebeldes

Dirigentes do PSDB em vários Estados estão encarregados de enquadrar prefeitos e outras lideranças municipais, na tentativa de evitar que, na prática, façam campanha para Dilma Rousseff, embora declarem apoio a José Serra. Há uma avaliação de que a vantagem de Dilma na última pesquisa Ibope já é consequência de uma debandada de prefeitos que vem acontecendo nos últimos meses. Em Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, prefeitos do PSDB e do DEM argumentam que não têm como pedir votos contra o presidente Lula, depois de terem sido beneficiados por ações do governo federal. No Rio, governantes de partidos oposicionistas também trabalham pela reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) e não embarcarão na campanha de Fernando Gabeira (PV), aliado de PSDB, DEM e PPS.

ESPÍRITO SANTO

Cenários opostos para dois aliados

Uma situação curiosa acontece na eleição capixaba. Pesquisa do instituto Enquet (registro 10655/2010 no TSE) feita em maio, com 1.400 entrevistas, mostrou o candidato do PSDB ao governo, Luiz Paulo Vellozo Lucas, 40 pontos atrás do adversário do PSB, Renato Casagrande, enquanto José Serra estava 10 pontos à frente de Dilma Rousseff. “Hoje, o Serra me ajuda mais do que eu o ajudo”, reconhece Vellozo Lucas.

RIO

Dilma não vai à festa do PMDB

José Serra estará hoje na convenção nacional do PPS que vai formalizar a coligação com PSDB. Já Dilma Rousseff não é esperada na convenção estadual do PMDB que lançará o governador Sérgio Cabral candidato à reeleição, amanhã. A petista vai ao lançamento da candidatura de Jaques Wagner (PT) na Bahia. Depois de prestigiar o peemedebista Geddel Vieira Lima, a candidata não poderia faltar à festa de seu partido.

TEMPO PERDIDO

“O único beneficiado por tanto tempo de indefinição no Paraná foi nosso adversário, Beto Richa (PSDB). Só ele está em campanha. Os outros ficaram debatendo”

ANDRÉ VARGAS – DEPUTADO (PT-PR)

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