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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

27 de setembro de 2010 | 23h01

BRASIL1

Eleitor, avesso à agressividade, dita o tom de Dilma e Serra

Foram as pesquisas qualitativas que fizeram Dilma Rousseff e José Serra, orientados pelos marqueteiros João Santana e Luiz Gonzalez, fugirem do confronto direto, no debate da Rede Record. Os eleitores não aprovam a postura agressiva que Serra certamente adotaria se questionasse Dilma sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. A tática foi esperar que outro participante levantasse o tema. Petistas ficaram surpresos com a estratégia de Serra. A opção de Dilma de não chamar o tucano para o confronto vem de longe. A tese é que “líder nas pesquisas não faz pergunta para segundo colocado”. Os revides da petista a Marina Silva (PV) também foram programados, diante da tendência de subida da candidata verde. A ideia é explorar o crescimento do voto consolidado em Dilma e não dar margem para o eleitor do PT cogitar a opção Marina.

 BRASIL2

Alternativa ao rolo compressor

O fortalecimento do PSB na disputa deste ano, com eleição de governadores já no primeiro turno e esperado aumento da bancada de deputados, leva os petistas a se questionarem sobre o comportamento do partido na Câmara. Embora fiéis ao governo, os socialistas, na legislatura passada, formaram bloco independente com PDT e PC do B. A tendência é que repitam a estratégia, ao invés de apenas ajudarem a ampliar um blocão, ao estilo rolo compressor, comandado por PT e PMDB.

BAHIA

Bombeiro Temer

O presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff, Michel Temer, estará nesta terça-feira, 28, em Salvador, ao lado de Geddel Vieira Lima, candidato ao governo revoltado com a ausência do presidente Lula de sua campanha. Lula pediu votos apenas para o governador petista Jaques Wagner. Geddel reclama que o acordo de palanque duplo pró-Dilma foi rompido. O presidente, que fez o que pôde para evitar a candidatura de Geddel, diz que não se comprometeu com o peemedebista.

PARÁ

Barrados na disputa

Rompido com a governadora Ana Júlia (PT), que tenta levar para o segundo turno a disputa com Simão Jatene (PSDB), o deputado peemedebista Jader Barbalho enfrenta mais dificuldades do que imaginava na eleição para o Senado. Como o candidato do PMDB ao governo, Domingos Juvenil, não decolou, o partido voltou atenções e recursos para a campanha de Jader. Na briga pelas duas vagas de senador estão também o petista Paulo Rocha e o tucano Flexa Ribeiro. Rocha e Jader, impugnados pela Lei da Ficha Limpa, negaram boatos de renúncia e aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal.

PETRÓLEO
“Plateia (no debate da Rede Record) não tem direito de resposta, mas estou revoltado. As afirmativas sobre a Petrobrás são mentirosas.”
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI
PRESIDENTE DA PETROBRÁS

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