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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

10 de setembro de 2010 | 21h22

Luciana Nunes Leal

BRASIL

PT quer mostrar que Lula é o alvo de Serra

Ao assumir o comando da blindagem de Dilma Rousseff no episódio da quebra de sigilos fiscais e aumentar os ataques ao PSDB, o presidente Lula quer passar a ideia de que é ele, e não a candidata, o verdadeiro alvo dos ataques de José Serra. A expectativa dos petistas é que Lula ajude a aumentar a rejeição a Serra, colando no tucano a imagem de inimigo do presidente e, portanto, da população que aprova o governo. É a antítese da estratégia do PSDB de insistir no confronto com Dilma e não com Lula. “O Serra está atacando de forma sorrateira o Lula, a biografia do Lula, o governo e a campanha da Dilma. A resposta é firme, mas não agressiva”, diz o líder do governo na Câmara, o petista Cândido Vaccarezza. Do lado tucano, o discurso para a reta final, construído com base em pesquisas qualitativas, é que ninguém, nem Lula, conhece a biografia de Dilma.

AMAPÁ

A briga final pelo Senado

Além do Amapá, onde Waldez de Góes (PDT), preso na sexta-feira, 10, pela Polícia Federal, conseguiu depoimento exclusivo de Lula para a propaganda da TV, apesar dos protestos do PT, outros candidatos não-petistas ao Senado também tiveram atenção especial do presidente.No Rio, Marcello Crivella (PRB) obteve vitória na Justiça e voltou a exibir o pedido de voto de Lula. A coligação do governador Sérgio Cabral (PMDB) conseguiu tirar Lula do programa de Crivella durante três semanas.

 BAHIA

Receita para a infidelidade

Enquanto o PMDB resolveu abrir processo contra prefeitos que apoiam a reeleição do petista Jaques Wagner e deixaram de lado a campanha do companheiro de partido Geddel Vieira Lima, DEM e PSDB não pensam em retaliações. Os comandos dos dois partidos dizem entender a dependência dos governantes municipais em relação ao governo estadual. Para a oposição, o problema é que as dissidências chegam à disputa nacional e prefeitos aderem também a Dilma Rousseff.

PARÁ

A substituta de ‘Dona Dunga’

Proibida pela Justiça de usar no programa de rádio a personagem Dona Dunga, que provocava a governadora Ana Júlia (PT) pelo fato de Belém ter sido preterida como sede de jogos da Copa, a campanha do tucano Simão Jatene substituiu por Dona Diarista, que critica o bordão da petista de “arrumar a casa”. A governadora reagiu e denunciou o “tom depreciativo e preconceituoso” da propaganda. Líder das pesquisas, Jatene procura esvaziar o discurso da adversária dizendo que governou o Pará com Lula presidente (2003-2006) e teve uma relação de parceria com o governo federal.

AFILHADA
“Imagina uma reunião ministerial difícil. A presidente da República vai se sentir fragilizada, terá que passar a mão no celular e ligar para o Lula?”
CESAR MAIA
EX-PREFEITO DO RIO (DEM)

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