Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais
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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Ricardo Chapola

08 de setembro de 2010 | 21h20

Luciana Nunes Leal

BRASIL

Eleitor não entende gravidade das quebras de sigilo fiscal

Pesquisas qualitativas encomendadas pelo PSDB indicam que o episódio da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra “é muito complexo” para ser absorvido pelo eleitorado, mas a percepção “é de que existe alguma coisa errada que está sendo acobertada”, segundo definição de um aliado do candidato. Embora acredite que o PT possa ter algum prejuízo eleitoral, o tucano diz que “ainda não há sinal de que Serra possa ir para o segundo turno”. O próprio Serra é o mais confiante e tem dito aos companheiros acreditar de fato na virada. Outro ponto revelado pelas qualitativas é a visão positiva da “dependência” de Dilma em relação a Lula. O temor dos eleitores é a candidata “trair” o padrinho. Os entrevistados se surpreenderam ao saber que o ex-presidente Fernando Collor de Melo (foto) é aliado da petista.

PARANÁ

Ex-aliados em guerra

Vai de mal a pior o clima no PMDB, por causa da briga entre o governador Orlando Pessuti e seu antecessor Roberto Requião, candidato ao Senado. O conflito respinga na campanha a governador de Osmar Dias (PDT), que corre o risco de perder para o tucano Beto Richa já no primeiro turno. Requião e Pessuti fazem atividades separadas em favor de Dias. O único capaz de reunir os dois peemedebistas no palanque foi o presidente Lula. Na esperança de crescer especialmente entre os beneficiários do Bolsa-Família, Dias conta com mais duas visitas de Lula até o fim do mês.

RIO GRANDE DO SUL

Espionagem fora da disputa

Alvo do sargento César Rodrigues de Carvalho, apontado pelo Ministério Público como integrante de uma rede de investigação paralela no governo gaúcho, o petista Tarso Genro diz que “é uma questão de gravíssima violação da legalidade”, mas mantém o assunto fora da campanha. Reforça, assim, a tese dos aliados de Dilma Rousseff de que não há motivo para explorar politicamente a quebra do sigilo fiscal da filha e do genro do tucano José Serra e de centenas de outros contribuintes. “Não vejo semelhança entre os casos. Não é um tema eleitoral para mim”, diz o ex-ministro da Justiça.

RIO

Reeleições em risco

Deputados experientes que tentam a reeleição estão preocupados com o desempenho do ex-governador Anthony Garotinho (PR) e do ex-jogador Romário (PSB), apontados como os campeões de voto para a Câmara.

CEARÁ

Melhores amigos

Líder nas pesquisas para o Senado, Tasso Jereissati (PSDB) enterrou as divergências do passado, quando era aliado do deputado Ciro Gomes (PSB). O tucano tornou-se o maior cabo eleitoral de José Serra no Estado.

SOBE & DESCE

Protesto

seta_cima-22 Indignação na rede

Não apenas políticos da oposição, mas também contribuintes que tomam conhecimento da quebra de sigilo fiscal de centenas de pessoas têm se manifestado na internet.

Memória

seta_baixo4  Petista por acidente

Antônio Carlos Atella teve dificuldade em lembrar quem o contratou para obter a declaração de renda da filha de Serra. Também não sabe onde e como se filiou ao PT.

 

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