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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

01 de setembro de 2010 | 21h53

Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Apostas  tucanas

Palavras de um amigo de José Serra ao analisar pesquisas qualitativas recentes: “A situação é complicada, mas há um fio de esperança.” A confiança está no fato de que o eleitorado “não tem uma visão ruim do Serra”, apesar de muitas vezes se mostrar determinado a votar “em quem o Lula recomenda”. Na etapa final da campanha, as apostas tucanas são a classe média urbana, possivelmente mais sensível a episódios como a quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra, e os Estados onde o PSDB tem chances reais de vitória.

 BRASIL2

Sem falsa modéstia

O PMDB atribui a si próprio “papel fundamental” na “virada” de Dilma Rousseff no Sul. Texto do diretório de Santa Catarina divulgado na internet pelo vice da petista, Michel Temer, diz que, antes da campanha, a região “parecia um porto seguro para os tucanos”. Em outro trecho, o candidato a vice-governador do Paraná, Rocha Loures, lembra que, no Estado, “o PMDB governa 139 cidades e o PT apenas 33”.

SÃO PAULO1

Devagar com o andor

Petistas ainda estão cautelosos ao comentar os efeitos da presença maciça do presidente Lula no Estado para alavancar a campanha de Aloizio Mercadante. “Sem dúvida é muito importante. Mas as coisas não são automáticas, as campanhas (estadual e nacional) são de natureza distinta”, diz o coordenador da campanha de Mercadante, Emídio Souza. O prefeito de Osasco diz que a “densidade própria” do candidato petista é essencial para chegar ao segundo turno com o tucano Geraldo Alckmin.

 SÃO PAULO2

A dança de Afif

Em campanha no centro da capital ao lado de Geraldo Alckmin, o candidato a vice Guilherme Afif Domingos (DEM) foi abordado por uma moça que queria saber o motivo de ele não concorrer a uma vaga no Senado. Nas negociações da aliança, Afif estava na fila para disputar o cargo, mas teve de ceder a vez ao tucano Aloysio Nunes e ao peemedebista Orestes Quércia. Na resposta à eleitora, o democrata foi didático e bem humorado: “Porque teve um acordo e eu dancei.”

RIO

Para guardar e cobrar

Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não economiza nas promessas. Embalado pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), garantiu que, em 2014, “nenhuma comunidade do Estado será controlada por marginais”.

 SANTA CATARINA

Saudade do Queen

O candidato Claudir Maciel (PPS) diverte o eleitorado com a paródia de I Want to Break Free. Diz, no entanto, que sua inspiração foi Comprei um Quati, versão gaiata do hit da banda inglesa.

DEVASSA
“Não se trata de explorar na campanha (a quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra), mas de denunciar a rede de espionagem e o risco institucional.”
JUTAHY JUNIOR
DEPUTADO (PSDB-BA)

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