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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

27 de agosto de 2010 | 23h21

Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Petistas se armam contra tom mais agressivo dos adversários

A divulgação de um comunicado da campanha do PT sobre a militância de Dilma Rousseff durante o regime militar, esclarecendo que ela “jamais teve qualquer ligação com sequestros, assaltos a bancos ou ações armadas” está relacionada a uma avaliação de que os adversários serão cada vez mais violentos no esforço de levar a disputa para o segundo turno, apesar de as pesquisas indicarem vitória de Dilma em 3 de outubro. Os petistas divulgaram até imagem da ex-ministra com o presidente Barack Obama para desmentir que ela esteja proibida de entrar nos Estados Unidos. Na campanha de José Serra, porém, há divergências sobre ser mais ou menos agressivo na reação à quebra do sigilo fiscal de tucanos. Também se discute como estimular o voto em Marina Silva (PV) sem gerar fuga de eleitores do tucano.

BRASIL2

Em busca do efeito cascata

Além de São Paulo, os aliados de Dilma Rousseff que disputam os governos da Bahia, do Paraná e do Distrito Federal têm razão em se empenhar para levar a candidata e o presidente Lula a seus Estados. Pesquisas apontam um patamar de intenção de votos na ex-ministra bem mais alto que os candidatos locais Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Osmar Dias e Agnelo Queiroz. Eles acreditam ter margem para crescer com a associação a Dilma e Lula. No Rio, a petista e o peemedebista Sérgio Cabral têm índices semelhantes, depois da subida de Dilma registrada nas duas últimas semanas.

CEARÁ

Passado esquecido

O deputado Ciro Gomes (PSB) vai aos poucos curando a mágoa com o PT e o presidente Lula. Já foi ao programa de TV de seu irmão, o governador Cid Gomes, candidato à reeleição, pedir votos também para Dilma Rousseff. Segundo a coordenação da campanha de Cid, Ciro é presença garantida no comício com Lula e Dilma programado para o dia 10 de setembro. Lula deverá cumprir uma agenda institucional durante o dia, no interior do Estado, e à noite fazer campanha em Fortaleza, provavelmente Messejana, bairro pobre da periferia beneficiado por programas estaduais e federais.

RIO

Guerra e paz na TV

O vídeo que flagrou o governador Sérgio Cabral (PMDB) chamando um garoto de “otário” abriu ontem o programa de Fernando Gabeira (PV). O DEM, a pedido da campanha tucana, passou a exibir o nome de Serra.

RIO GRANDE DO SUL

Livres para votar e apoiar

Um grupo de prefeitos do PMDB anuncia semana que vem apoio a Dilma. Entre os deputados federais e estaduais do partido, a maioria apoia Serra. O comando estadual liberou oficialmente os filiados na eleição presidencial.

DÚVIDA
“Em todos os cantos do Brasil onde vou os meninos me dizem: ‘meu professor fala mal de você.’ Por quê?”
ROBERTO JEFFERSON
DEPUTADO CASSADO E PRESIDENTE DO PTB

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