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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

23 de agosto de 2010 | 21h21

Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Poucos protagonistas e muitos coadjuvantes

A relação entre os partidos que lideram coligações e as legendas aliadas é sempre instável, especialmente nos momentos de crise. Na campanha tucana, amigos de José Serra não se importam com as reclamações de excesso de centralização. Insistem que decisões sobre possíveis mudanças de rumo, para enfrentar o péssimo resultado das pesquisas, devem continuar a ser tomadas exclusivamente pelo “núcleo duro”. Coordenador da campanha, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, adotou desde o início um estilo aberto ao diálogo, mas o acesso dos aliados ao próprio Serra sempre foi – e continuará a ser – muito restrito. Na campanha de Dilma Rousseff, a euforia com a possível vitória no primeiro turno ofusca as insatisfações. Mesmo assim, aliados que não são do PMDB se sentem coadjuvantes na disputa.

BRASIL2

Cabala e plataformas

O plano de governo de Dilma Rousseff para energia vai, segundo o coordenador Marco Aurélio Garcia, enfatizar a construção de hidrelétricas-plataformas, que se aproximam do conceito das plataformas de petróleo e causam menos impacto ambiental. O programa trará 13 propostas para cada setor, como saúde, educação e transporte, entre muitos outros. A ideia se soma aos “13 compromissos com o Brasil” que serão firmados pela candidata. A quantidade de áreas que terão propostas específicas é bem maior que 13, o número do partido. “Não somos tão cabalísticos assim”, diz Garcia.

PARÁ

A ‘turma do Lula’

Adversário do PT na disputa paraense, mas aliado na campanha presidencial, Domingos Juvenil (PMDB) é um caso raro de candidato ao governo que não faz menção a Lula nem a Dilma no programa de TV. Quer se diferenciar da governadora petista Ana Júlia, que colou sua imagem à do presidente e da ex-ministra e se apresenta como “da turma do Lula”. Esta mesma expressão é usada por Hélio Costa (PMDB), candidato ao governo mineiro. Pesquisas indicam a redução da vantagem de Costa sobre o tucano Antonio Anastasia, mas a estratégia do peemedebista de se associar a Lula e Dilma não muda.

SÃO PAULO

O ‘bate-coração’ que não deu sorte

O bordão “bate-coração” vem de longe. Em 2004, seis anos antes de os tucanos adaptarem o sucesso de Elba Ramalho, Paulo Maluf, na disputa pela prefeitura paulistana, pedia votos com o jingle “bate-coração”, o bom prefeito vai voltar”. O candidato, porém, ficou em terceiro lugar.

RIO

Omissão estratégica

O DEM não esconde apenas José Serra na propaganda de deputados e senadores. O nome do partido aparece em uma fração de segundos no início do programa.

AFINIDADE
“Ideias (de marqueteiros) às vezes são muito boas, mas muitas vezes não entram na cabeça do eleitor.”
CESAR MAIA
EX-PREFEITO DO RIO (DEM)

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