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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

28 Julho 2010 | 21h03

Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Antes do pedido de voto, uma ‘aula’ sobre disputa

A falta de informação da população sobre as eleições tem surpreendido até os políticos mais experientes. Geraldo Alckmin (PSDB) volta e meia tem de explicar que haverá também eleição para governador. O prefeito de Osasco, Emídio de Souza, coordenador da campanha de Aloizio Mercadante (PT), também observa a apatia do eleitor nesta etapa da campanha. “A gente faz caminhada, seminário, reunião, mas o resultado ainda é tímido”, diz. No Paraná, o tucano Gustavo Fruet conta que se esforça “para divulgar que haverá dois votos para senador”. O ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) foi questionado por uma eleitora se poderia votar no candidato a deputado de um partido e a senador de outro. Por tudo isso, muitos candidatos optarão por programas didáticos no início da propaganda na TV.

CEARÁ

Inimigos íntimos

Quem viu a crise na pré-campanha de Cid Gomes (PSB) por causa da escolha dos candidatos ao Senado não imaginaria que o petista José Pimentel e o peemedebista Eunício Oliveira se uniriam a ponto de dividir até o jingle. Empatados em segundo lugar nas pesquisas, eles vão para as ruas com o mesmo refrão: “Eunício e Pimentel, Pimentel e Eunício, eu boto fé nessa união”. Por precaução, também terão jingles separados, para o caso de a lua-de-mel acabar.

SANTA CATARINA

O ‘muro’ do PP

Líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen faz graça com a neutralidade da candidata ao governo Ângela Amin (PP) na eleição presidencial: “Ela alugou o muro do PSDB.” Celso Russomano, em São Paulo, também está neutro. Presidente do partido, o senador Francisco Dornelles, que apoia Dilma Rousseff, diz que em cinco Estados e no Distrito Federal o PP está com José Serra e em 19, com a petista. A meta da legenda é passar de 42 para 60 deputados federais.

RIO-SÃO PAULO

Alternativa ao trem-bala

Contrários ao projeto do governo Lula, os tucanos estudam incluir no programa de José Serra a construção de uma estrada alternativa à Presidente Dutra. Seria uma extensão da Rodovia Ayrton Senna.

BRASIL2

Alianças gigantes

Sérgio Cabral (PMDB) e Renato Casagrande (PSB) são os candidatos com as maiores alianças: 16 partidos cada uma. As coligações de Tião Viana (PT), Eduardo Campos (PSB) e Roseana Sarney (PMDB) têm 15.

LATIFÚNDIO
“Não sei se o MST está com Dilma. Um movimento social tem liberdade de manifestação. Se fizer uma ação ilegal, será tratado da forma adequada.”
CÂNDIDO VACCAREZZA
LÍDER DO GOVERNO NA CÂMARA

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