Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais
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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Jennifer Gonzales

21 Julho 2010 | 23h14

Luciana Nunes Leal

Bispos católicos orientam eleitores em ‘defesa da vida’

No documento Orientações e critérios para as próximas eleições, recém-divulgado, os bispos católicos fluminenses rejeitam o voto em candidatos que apoiam a flexibilização da lei do aborto, a união civil de homossexuais e a eutanásia. Ao mesmo tempo, defendem aqueles que se opõem à legalização da prostituição e das drogas. Diante de manifestações como esta, que tendem a se intensificar, os presidenciáveis evitam se aprofundar nos temas considerados inegociáveis por autoridades tanto católicas, como o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, quanto evangélicas. Embora tenham criado grupos de discussão sobre diversidade sexual e direitos da mulher, os candidatos vão se limitar a condenar o preconceito contra minorias e garantir a inserção no mercado de trabalho do País.

MINAS GERAIS

Duplo discurso

Marqueteiro da campanha de Hélio Costa (PMDB), Duda Mendonça tem feito uma série de pesquisas qualitativas que vão orientar a linha do programa de TV do candidato ao governo. Aliado do PT de Dilma Rousseff, Costa terá que pregar a continuidade em nível nacional, mas a mudança no Estado. Por isso, o mote será “Minas no rumo do Brasil”. O peemedebista enfrenta o PSDB do governador Antonio Anastasia e de Aécio Neves, que disputa o Senado.

BRASIL

Mudança radical

As “diretrizes” que seriam divulgadas na internet pela campanha de José Serra foram transformadas em “orientações internas”. Depois de concluído o documento, com 40 temas, houve uma mudança total de planejamento, para evitar confusão com o programa de governo, que terá colaboração dos partidos aliados. O coordenador do plano, Xico Graziano, está rodando agora os Estados para colher contribuições. Esteve terça-feira em Minas Gerais e quarta-feira no Rio.

RIO GRANDE DO SUL

Dissidência perdoada

A direção nacional do PDT vai rejeitar o pedido do diretório estadual de punição ao ex-governador Alceu Collares, que declarou apoio ao candidato do PT ao governo gaúcho, Tarso Genro. O PDT está na coligação do ex-prefeito José Fogaça (PMDB), que optou pela neutralidade na disputa presidencial. Presidente licenciado do PDT, o ministro Carlos Lupi aceitou o argumento de Collares de que Fogaça não cumpriu acordo de apoiar a presidenciável Dilma Rousseff.

SOBE & DESCE

seta_cima (2)Mulheres

Atenção especial

Maioria do eleitorado (51,8%), o público feminino tem sido alvo de discursos e também de programas de governo dos candidatos, embora as propostas sejam superficiais.

seta_baixoJovens

Desinteresse pela eleição

O número de eleitores de 16 e 17 anos diminuiu em relação a 2006, ao mesmo tempo em que pouco se fala, nas campanhas, em ações concretas voltadas para este grupo.

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