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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Armando Fávaro

16 de junho de 2010 | 19h33

Por Luciana Nunes Leal

BRASIL1

Aliados de Serra contra ‘fogo amigo’

A festejada união do PSDB é mais para uso externo do que uma realidade nos bastidores da campanha. José Serra ficou irritado com a reunião realizada há duas semanas no Instituto Fernando Henrique Cardoso, em que Tasso Jereissati, Pimenta da Veiga e Aécio Neves se queixaram de problemas de estratégia e pediram solução rápida para a escolha do candidato a vice. Um aliado de Serra disse que esses tucanos “não são do time” do candidato a presidente e não deviam cobrar ajustes em público. Lembrou a disputa presidencial de 2002, quando muitos companheiros foram cuidar de suas eleições e abandonaram Serra.

PERNAMBUCO

Oposição tenta ganhar tempo e atrair PP

Com a expectativa de apoio do PP, partidos aliados do candidato do PMDB ao governo, Jarbas Vasconcelos, adiaram a convenção estadual desta sexta-feira, 18, para o dia 30. O PP já esteve mais próximo da coligação com José Serra, mas a oposição pernambucana ainda aposta na aliança local e oferece uma vaga para o Senado.

SANTA CATARINA

Dirigente do PMDB ataca Michel Temer

O presidente do PMDB catarinense, Eduardo Moreira, reage à ameaça do comando nacional do partido de intervenção, para suspender a aliança com o DEM no Estado. “Intervir numa decisão pessoal minha de abrir mão da candidatura ao governo é piada”, diz. Segundo Moreira, ainda não há decisão sobre apoiar José Serra na eleição presidencial. “Poderíamos ficar neutros, mas se Michel Temer continuar com essa frescura vamos partir para a oposição”, avisa.

CEARÁ

Cid e Ciro Gomes continuam com Tasso

Mesmo que feche uma chapa com dois candidatos ao Senado – o peemedebista Eunício Oliveira e o petista José Pimentel -, o governador Cid Gomes (PSB) não vai abandonar o amigo Tasso Jereissati. A parceria de longa data da família Gomes com o senador do PSDB, que tenta a reeleição, abrirá caminho para que aliados do governador façam campanha para Tasso. Segundo um dirigente socialista, Cid e o irmão Ciro querem eleger Tasso e Eunício, “nesta ordem”.

BRASIL2

Dilma ‘presidenta’ não é consenso

Feministas do PT têm cobrado que a campanha de Dilma Rousseff adote a palavra “presidenta”, mas este não é um padrão no governo petista. A BR Distribuidora usava o termo presidente quando era comandada por Graça Foster, agora diretora de Gás e Energia da Petrobrás. Já a Caixa Econômica Federal faz questão de se referir a Maria Fernanda Ramos Coelho como “presidenta”. Outro protesto das mulheres é contra a referência a Dilma como “coroa” usado em um dos jingles e em panfletos. A candidata, no entanto, diz que não se incomoda e até se diverte com a brincadeira.

Sobe & Desce

Aposentadoria seta_cima-21

Aumento virou moeda política

Situação e oposição elogiaram a manutenção do reajuste de 7,7% para quem recebe mais de um salário mínimo.

Previdência seta_baixo

Mais um reforço na bola de neve

Como o rombo previdenciário é sempre empurrado para o futuro, não foi argumento para diminuir o porcentual.

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