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Palanque – Um giro pelas campanhas eleitorais

Armando Fávaro

17 de setembro de 2010 | 23h19

Luciana Nunes Leal

SÃO PAULO

Caso Erenice dissipou o interesse pela disputa local

Pesquisas qualitativas que orientam os programas de TV do PT paulista indicam que o eleitorado começava a prestar mais atenção na disputa estadual, por entender que a eleição presidencial estava resolvida, quando surgiram as denúncias de tráfico da influência que causaram a queda da ex-ministra Erenice Guerra. O eleitor voltou-se então, novamente, para a disputa nacional. Petistas insistem que esse movimento não causará impacto a ponto de provocar um segundo turno nacional. Mas indica que o episódio chamou muito mais atenção do que a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra, tema de difícil compreensão. Em São Paulo, o PT tem pressa em atrair o interesse da população para a eleição local. Com ajuda do presidente Lula, Aloizio Mercadante se esforça para evitar a vitória do tucano Geraldo Alckmin (foto) no dia 3 de outubro.

BRASIL

Parceira Marina

Em tom de brincadeira, um tucano dizia ontem que “a candidatura de Marina Silva é abençoada”. Referia-se à insistência com que a candidata do PV tem falado em levar a disputa para o segundo turno, apesar de não explorar os episódios incômodos à campanha petista. Os tucanos contam com Marina para tirar votos de Dilma no eleitorado que não tem simpatia pelo PSDB. Ao mesmo tempo, investem na classe média do Sul e do Sudeste, mais sensível às denúncias de tráfico de influência.

RIO 1

Fora da agenda

Depois de almoçar com empresários na Associação Comercial, quinta-feira, Dilma Rousseff e o marqueteiro João Santana seguiram discretamente para a estação ferroviária da Leopoldina, onde a petista gravou para o programa eleitoral. A candidata falou do projeto do trem-bala entre São Paulo e Rio, aposta do governo para os próximos anos e alvo de críticas da oposição. Hoje desativada, a Leopoldina será o ponto de chegada e partida dos trens, se o plano sair do papel.

RIO 2

Raça e religião

Em nota, a Cúria Metropolitana desautorizou padres que, no exercício do ministério ou em nome da Igreja Católica, indiquem ou rejeitem, citando nomes, candidatos e partidos. A manifestação foi motivada por notícias de que missas e encontros religiosos são usados para pregações políticas. Já a ONG Educafro, dedicada à inclusão de jovens negros nas universidades, decidiu encaminhar representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que os institutos de pesquisa sejam obrigados a divulgar, em todos os resultados, as intenções de voto segundo a raça dos entrevistados.

ACESSÓRIO

“Nosso plano de governo está quase pronto. Não tem de ter lançamento. As propostas estão nos discursos, no rádio, na TV”, Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa dos PT

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