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Osmar Dias ataca ‘censura’ e diz confiar na vitória já no primeiro turno

Bruno Siffredi

03 de outubro de 2010 | 15h05

Rogério Fischer, de Maringá (PR)

O candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, afirmou neste domingo (3), pouco antes de votar, em Maringá, Norte do Estado, que confia na vitória já no primeiro turno, embora as últimas pesquisas eleitorais tenham mostrado equilíbrio entre a candidatura dele e a do principal adversário, o tucano Beto Richa. “Estou confiante de que a disputa acaba hoje. Fizemos uma aliança muito forte. O próprio Lula esteve três vezes aqui”, afirmou. A coligação encabeçada por Dias é apoiado pelo PMDB do governador Orlando Pessuti e pelo PT da candidata Dilma Rousseff e do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Segundo pesquisa Ibope divulgada no sábado (2) à noite, Osmar Dias e Beto Richa tinham 45% das intenções de voto. Considerando apenas os votos válidos, ambos tinham 49% e os demais candidatos, 2%. Indecisos eram 5%. Apesar do equilíbrio, Osmar Dias disse não acreditar que vá se repetir o que ocorreu na última eleição para governador, em 2006, quando ele foi derrotado por Roberto Requião por apenas 0,1% de diferença – pouco mais de 10 mil votos. “A tendência, este ano, é minha candidatura abrir uma vantagem maior.”

Osmar Dias afirmou que o crescimento de sua candidatura na reta final de campanha seria maior se a divulgação de pesquisas de intenção de voto não tivesse sido impugnada. “Pesquisa eleitoral é uma fonte de informação importante para o eleitor. Cercear esse direito faz parte do tempo da censura, o que não deveria ser uma atitude de um candidato neste momento”, criticou.

Dias revelou o que será seu maior desafio no governo, caso seja eleito: derrubar a multa imposta ao governo do Estado pela Secretaria de Tesouro Nacional por conta de títulos podres adquiridos na época da privatização do Banestado, em 2000. “É uma multa de R$ 840 milhões anuais que compromete a capacidade de investimento”, explicou.

O candidato do PDT votou às 9h45 em Maringá, no Norte do Estado. Osmar Dias levou o título eleitoral e a carteira do CREA – ele é agrônomo formado em 1975 pela Faculdade Luiiz Meneghel, de Bandeirantes (PR). Também levou a Carteira de Trabalho. Dias votou no Colégio Rodrigues Alves, onde cursou o primário.

Osmar Dias aguardou cerca de cinco minutos na fila da seção 019 da 192ª zona eleitoral. Cedeu lugar a uma senhora de 76 anos que reivindicou direito de votar antes por causa da idade – e que não tinha reconhecido o candidato. Além da barba branca, que lhe rendeu o apelido de Urtigão, Dias exibia um curativo no supercílio esquerdo. O ferimento ocorreu, segundo ele, em função de um escorregão durante o banho há cerca de 10 dias, em Umuarama, no Noroeste do Paraná. De bom humor, cumprimentou e tirou fotos com eleitores. “Só estou um pouco triste porque o Corinthians não ganhou ontem”, disse, referindo ao empate do time paulista com o Ceará por 2 a 2 pelo Campeonato Brasileiro.

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