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Oposição cobra no STF apuração rigorosa por violação de sigilo

Camila Tuchlinski

26 de agosto de 2010 | 13h18

Ana Paula Scinocca, da Sucursal de Brasília

PSDB, PPS e DEM vão ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria Geral da República (PGR) com pedido de apuração rigorosa do crime de violação de sigilo fiscal de tucanos. Pelo menos quatro tucanos ligados ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tiveram sigilo violado. As violações ocorreram em 16 minutos em um computador da Receita Federal.

“É preciso que haja uma apuração rigorosa, já que a investigação da corregedoria da Receita não se mostrou eficiente. Estão vazando o documento e ninguém sabe a dimensão que isso tem”, disse o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA). A representação, segundo ele, será assinada pelas lideranças dos três partidos. “Fica evidente que queriam os dados para a confecção de um dossiê”, prosseguiu o líder tucano.

O PSDB também estuda se vai tomar alguma medida judicial. O advogado do PSDB, Ricardo Penteado, disse ao Estado há pouco que ainda vai estudar o assunto, classificado por ele de “gravíssimo”. “Seria muita ingenuidade não considerar que houve motivação eleitoral”, afirmou.

Tiveram sigilo violado o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge; Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro do governo Fernando Henrique; Gregório Marin Preciado, marido de uma prima de Serra, e Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil.

Ontem, Serra cobrou explicações de Dilma. Para o PT, os tucanos alimentam um factóide político.

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