As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Coordenador de campanha de Dilma: ‘Brasil, do ponto de vista da construção civil, é quase um país clandestino’

Bruno Siffredi

26 Julho 2010 | 09h40

“O Brasil, do ponto de vista da construção civil, é quase um país clandestino”, afirmou o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT), coordenador de campanha de Dilma Rousseff, no debate promovido nesta segunda-feira, 26, pela organização não-governamental (ONG) Instituto Trata Brasil. Cardozo defendeu mudanças na legislação como alternativa para os problemas na regularização das obras. Também participaram do encontro, que discutiu alternativas para o desenvolvimento do saneamento no País, o ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo Xico Graziano e o ambientalista João Paulo Capobianco, coordenadores de campanha de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Cardozo disse que o Governo Federal não pode adotar uma postura dogmática em relação à regularização na construção civil porque, segundo o deputado, “mesmo as grandes construtoras têm dificuldade em respeitar as leis” no Brasil. Ele defendeu mudanças na legislação como alternativa mais viável para os problemas do setor. “Se colocar obrigação de planta assinada por engenheiro, você impossibilita a construção para milhões de brasileiros”, observou.

Por sua vez, o coordenador de campanha de Marina indicou que considera prioritário incentivar a regularização das construções “mesmo entre indivíduos de baixa renda”. Capobianco usou como exemplo o programa Minha Casa, Minha Vida, que oferece financiamento da Caixa Econômica Federal para construção da casa própria. Ele disse que o programa deveria incluir “diretrizes para incentivar a regularização” das moradias. “O poder público e o Governo Federal têm que mudar a postura”, alertou o ambientalista. “Temos que fazer valer a pena respeitar a legislação ambiental.”

Criado em 2007, o Istituto Trata Brasil defende um esforço pela universalização do saneamento no País e conta com o apoio de diversas empresas e entidades, como a companhia petroquímica Braskem, a fabricante de tubos e conexões em PVC Tigre e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

selinho_twitter2