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Nos últimos 8 anos, 3 mil servidores federais são expulsos por corrupção

Lilian Venturini

04 de março de 2011 | 20h15

Ayr Aliski, de O Estado de S. Paulo

Nos últimos oito anos, 3.022 servidores públicos federais foram expulsos, devido a envolvimento em práticas ilícitas. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira, 4, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e considera o período entre janeiro de 2003 e fevereiro de 2011. Na contabilização dessas mais de 3 mil expulsões estão incluídos 2.589 casos de demissões; 252 destituições de cargos em comissão e 181 cassações de aposentadorias.

Segundo a CGU, o uso do cargo para obter vantagens foi o principal fator que motivou as expulsões, somando 1.604 casos, ou seja, 33,17% do total. A improbidade administrativa ocupou o segundo lugar, com 959 casos (19,83%). O terceiro principal motivo das expulsões envolve situações de recebimento de propina, com 294 casos (6,08%). O balanço consolida informações sobre demissões, destituições de cargos comissionados e cassações de aposentadorias aplicadas a servidores públicos do Poder Executivo Federal.

O Ministério da Previdência Social (MPS) teve a maior quantidade de expulsos entre 2003 e fevereiro de 2011, com 750 casos. Em segundo lugar ficou o Ministério da Educação, com 502 expulsões. Na terceira posição figura o Ministério da Justiça, com 399 servidores expulsos.

Em 2011, considerando os números de janeiro e fevereiro, já há um saldo de 53 expulsões, em uma conta que considera 45 demissões, três cassações de aposentadorias e cinco destituições de cargos em comissão. Em comparação, foram 60 expulsões no primeiro bimestre de 2010. Em todo o ano passado, foram 521 expulsões, divididas entre 433 demissões, 53 destituições de cargos em comissão e 35 cassações de aposentadorias.

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