No Uruguai, Dilma discute acordo energético
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No Uruguai, Dilma discute acordo energético

Lilian Venturini

30 de maio de 2011 | 17h50

Ariel Palacios, enviado especial a Montevidéu


Dilma, ao lado do presidente uruguaio José “Pepe” Mujica, durante visita ao país

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, destacaram nesta segunda-feira, 30, a relação de cooperação entre os dois países. Depois de um encontro reservado de cerca de duas horas em Montevidéu, no qual trocaram informações sobre obras de integração entre as duas nações, Dilma falou na criação de um marco jurídico adequado para intercâmbio de energia elétrica entre os dois países.

Um dos projetos será a construção de uma linha de transmissão de 500 quilovolts (kV) que vai interligar Brasil com o Uruguai, num projeto em que a Eletrobras vai trabalhar com a UTE, companhia uruguaia. A linha de transmissão interligará Candiota, no Rio Grande do Sul, a San Carlos, cidade ao Norte do Uruguai. O projeto, que tem 390 quilômetros de extensão, dos quais 60 quilômetros estarão em território brasileiro, deve ficar pronto até o final de 2012.

No comunicado à imprensa, Dilma definiu também o Brasil e o Uruguai como duas nações que respeitam os contratos e os direitos humanos. “Trocamos informações sobre quadro internacional bastante complexo”, destacou Dilma, falando também das comemorações de 20 anos do Mercosul (ocorrida em março). Segundo a presidente, a região é uma das que mais cresce no mundo. Outra obra conjunta citada por Dilma foi a construção de uma ferrovia ligando Cacequi, no Uruguai a Santana do Livramento (no Rio Grande do Sul).

Já o presidente uruguaio começou seu pronunciamento pedindo que Dilma enviasse o seu abraço ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mujica falou que a relação com o Brasil é “tremendamente importante hoje e será no futuro”. Destacou ainda o respaldo enorme do Brasil na questão energética do Uruguai, que tem problemas de energia por conta das constantes secas. Após o pronunciamento, Dilma embarcou de volta para o Brasil, sem conceder entrevista à imprensa.

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