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No Sul, Marina apoia plebiscito sobre legalização da maconha

Armando Fávaro

18 Maio 2010 | 14h04

Por Bruno Siffredi

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, defendeu nesta terça-feira, 18, a realização de um plebiscito sobre a legalização da maconha, mas ressaltou que não é favorável à liberação da droga no País.

“Eu não sou favorável (à legalização da maconha). Existem pessoas sérias que acham que isso seria bom para combater o trafico de drogas, como o deputado federal Fernando Gabeira (pré-candidato do PV ao governo do Rio) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eu proponho que se faça um plebiscito para que as pessoas possam debater”, disse Marina no Painel RBS, em Porto Alegre (RS).

Meio Ambiente

Ao ser questionada sobre a viabilidade de seu projeto energético para o País, a senadora alfinetou a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Marina disse que, “na hora de se eleger, as pessoas fazem a foto na frente de uma eólica, na frente de uma fonte de energia renovável, e depois passam quatro anos criticando as fontes alternativas de energia”.

A frase é uma referência velada ao programa partidário do PT, transmitido pela TV em rede nacional nesta quinta-feira, 13, que mostra a ex-ministra da Casa Civil no parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul.

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Marina fez referência velada ao programa partidário do PT, exibido dia 13/05

Marina descartou o investimento em energia atômica. “Temos que fazer os estudos, mas não para energia (atômica), porque ainda não sabemos o que fazer com os resíduos”, afirmou.

Programas sociais

A pré-candidata do PV disse que a pretende manter o Bolsa Família, mas quer criar uma “cesta de oportunidades” para que a população não se torne dependente dos programas de transferência de renda.

“O Bolsa Família continua, mas a gente acrescenta a inclusão produtiva, uma cesta de oportunidades para que as pessoas possam não ficar para sempre  dependendo do Bolsa Família.”

Segundo Marina, a “cesta de oportunidades” seria um programa social de “terceira geração”, enquanto os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, pertencem à “segunda geração”.