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Tarso e Yeda viram alvo no debate gaúcho; Richa e Dias trocam acusações e polarizam debate no Paraná

Camila Tuchlinski

28 de setembro de 2010 | 22h00

José Orenstein, Elder Ogliari e Evandro Fadel

A Rede Globo promoveu nesta terça-feira debates entre os candidatos ao governo de Rio Grande do Sul e Paraná,  a partir das 22h30.O debate gaúcho foi marcado pelas críticas à gestão de Yeda e à candidatura de Tarso, que lidera as pesquisas. No Paraná, como esperado, Beto Richa e Osmar Dias polarizaram a disputa, com trocas de acusação de ambos os lados. Confira abaixo os melhores momentos dos encontros:

RIO GRANDE DO SUL

00h49 – Termina o debate no Rio Grande do Sul.

00h48 –  Medina: “A verdade fere. Me façam governador deste estado. saberei honrar o teu voto”.

00h48 – Martins: “Vote 43, entre na onda verde que vai levar marina para o segundo turno”.

00h48 – Yeda: “O Rio Grande é aqui e é aqui que se trabalha e vive. O crescimento inclui no emprego mulheres e jovens. Estou feliz pelas realizações que tivemos até agora. Quero compartilhar apenas um sentimento que vocês tiveram aqui: são tantos contra uma. Doeu. Usam palavras como punhal. As cicatrizes estão aqui só para se fazerem sentir. Muito eu aprendi, muito mais eu quero dar. Confia Rio Grande”.

00h47 – Schneider: “Vote 33 no domingo. Só posso ser governador com teu voto. Nosso programa é justo e perfeito para a sociedade do Estado”.

00h47 – Ruas: ” Se PSOL tivesse um unico deputado na assembleia o impeachment da governadora teria resultado diferente. O PSOL é um partido necessário.”

00h47 – Tarso: “Eu, beto Gril, representamos aqui a chapa do presidente Lula. Nossa proposta é colar o Rio Grande do Sul, no progresso, desenvolvimento do País’.

00h45 – Fogaça faz considerações finais, “queria agradecer à grande moblização ocorrida nos ultimos dias, que está garantindo que nós vamos ao segundo turno. Vamos virar uma página no dia 3 de outubro”.

00h44 – No quarto bloco, Fogaça e Yeda divergiram sobre cosntrução de pontes na região metropolitana de Porto Alegre e parcerias com o governo federal. Tarso e Yeda divergiram sobre os responsáveis pelos bons indicadores econômicos recentes do Estado. O petista diz que foram os investimentos do governo federal. A tucana pede reconhecimento às contrapartidas e iniciativas do governo estadual.

00h42 – Debate vai para o intervalo e volta em seguida com o último bloco

00h40 – Em resposta a pergunta de Schneider sobre geração de energia, Montserrat diz que País não necessita de energia nuclear. “Marina lembra que o Brasil tem grande potencial de geração de energias renováveis, gastando menos do que na nuclear que a Dilma quer”, afirma o candidato do PV

00h38 – Ainda na linha de questionamentos às pesquisas eleitorais, Medina afirma: “Tenho pregado que os gaúchos devem se rebelar contra essas pesquisa e escolher o seu candidato por suas ideias, caráter, idoneidade. Escândalos de corrupção do atual governo envergonham os gaúchos além do Rio Grande. Mil pessoas influenciando milhões está errado. Te rebela! Os grandes partidos vão se surpreender com nossos resultados.”

00h37 – Medina e Schneider, atrás nas pesquisas de intenção de voto reclamam. Medina afirma que a verdadeira pesquisa é no dia 3 de outubro. Segundo Schneider, “essas pesquisas se constituem num crime eleitoral. Num deboche contra o eleitor. O que me deixa curioso é saber o que está por trás disso”.

00h35 – O candidato do PSOL ataca demais concorrentes: “Yeda, Fogaça e Tarso falam que vão pagar a dívida. Temos que esclarecer que ou já está paga ou é menor. Ninguém sabe do que é constituida essa divida e quem são os credores, os banqueiros. Esse dinheiro, de R$ 2,2 bilhões por ano deveria ficar aqui”.

00h33 – Ruas para Medina: “O que acha que deve ser feito com a dívida de R$ 39 bilhões?”.
Medina retruca: “Quem quiser me acompanhar para eu apresentar uma empresa fantasma, eu vou mostrar (referindo-se à empresa que não teria tido que entregar alvará da prefeitura para contratar com governo do Estado)”

00h31– Em nova rodada de perguntas, Tarso pergunta o candidato Ruas:  “O Plínio, candidato do PSOL, diz que é contra o ProUni. Concorda?” O socialista afirma que o programa do governo federal para educação superior acaba deixando de lado outro tipo de investimento em primeiro segundo e terceiro grau. “Os programas de segurança são tímidos”, acrescenta Ruas.

00h30 – A candidata tucana, atula governadora, sobe o tom: “O candidato Tarso está dizendo que não demos a contrapartida. Que o Rio Grande está isolado. E a menor taxa de desemprego do Brasil? Vamos acordar, reconhecer que aqui existe vida, desemprego e investimento”.

00h29 – Yeda questiona Tarso sobre sua bandeira de governo: “O sr. concorda que ajuste fiscal é fundamental para financiar o desenvolvimento do RS?” O petista afirma que o Brasil cresceu mais que o RS nos ultimos três anos e os investimentos federais determinaram a retomada do crescimento no Estado.

00h27 – Ainda no tema rodoviário, Fogaça afirma:” Eu apenas acho que talvez venhamos a ter um impasse e a não conetruçãode nenhuma, a do Guaiba custa R$ 600 milhões a outra custo equvialente. Provável resultado é que seja ponte nenhuma. É preciso ter cuidado de trabalhar em harmonia com o governo federal para não acabar sem nada, eu acredito na ponte do Jacuí, para aliviar tráfego da BR-116″.

00h25 – Fogaça a Yeda: “Acompanhei uma proposição sua a respeito da construção de uma ponte entre o Lami (bairro de Porto Alegre) e a Barra do Ribeiro (município ao sul). e há promessa de Serra e Dilma de uma segunda ponte sobre o Guaíba. É possível fazer os dois?” Yeda responde diretamente: “Sim”. Estamos desenhando o Rodoanel para liberar toda a região metropolitana desses nós. É um novo conceito.”

00h23 – Ainda sobre o tema das drogas, Fogaça diz concordar que é questão de saude pública e educacional. “É o ambiente que condiciona o jovem ao uso da droga. O trabalho das escolas, integrado e em rede, é fundamental”.

00h21 – Montserrat, que ressalta ser médico, diz que não adianta investir dinheiro em equipes que não tenham profissionais com vivência do problema. “Os postos tem que usar consultores. E trabalhar em rede”, afirma o verde.

00h20 –  O candidato do PV, Monteserrat Martins, pergunta Fogaça sobre tratamento de drogados.
Fogaça: “Queremos fazer investimento maciço de combate à drogadição, aumentar o número de leitos. As comunidades terapêuticas também podem prestar bons serviços e vamos integrá-las”.

00h18 – Richa responde que talvez Bergmann tenha conversado com pessoas que não estão entre os cerca de 80% que o aprovaram como prefeito

00h17 – Bergmann diz que a população reclama de falta de ônibus, falta de creches, regularização fundiária. “Se a pessoa não consegue administrar bem a cidade como administrar o Paraná?”

00h19 – No quarto bloco, as perguntas são de tema livre

00h15 – O candidato Schneider faz sua réplica a Yeda: “Não se trata de ataques, mas de realidade. Entra e sai governo e as promessas são vãs. A classe política está muito desgastada. Passada a eleição o eleitor não é mais estrela como antes”. Yeda conclui e provoca: “No seu caso é desinformação. Todas as promessas que eu fiz eu cumpri, inclusive corte de 30% dos cargos de confiança. Termina o terceiro bloco do debate no RS.

00h13 – Schneider questiona a governadora Yeda: “Qual é o destino a ser dado à previdência do Estado?”.
Yeda diz que cortou 30% dos cargos de confiança no primeiro dia de governo. “Notei aqui, piso de 3 mínimos que quero pagar aos professores obstruído pela bancada do PT na Assembleia”.

00h12 – Ruas: Esperamos que a população gaúcha e policiais se mobilizam para exigir do governo federal a regulamentação definitiva da pEC 300. Schneider retruca: “Vou fazer uma segunda Revolução Farroupilha contra a injusta transferência de recursos para a União”.

00h10 – Schneider responde ao candidato socilaista:  “Vamos dialogar com a classe para, além de oferecer segurança, também os cinco “S” também necessários à segurança pública”.

00h09 – Ruas pergunta a Schneider sobre estrutura da Brigada Militar e Polícia Civil. “Sabemos que a remuneração de PMs e policiais civis é péssima. Qual é sua opinião?”

00h07 – O candidato Medina pergunta para Ruas, do PSOL. O socialista responde: “Passamos momento de vergonha neste Estado”, referindo-se a pedido de felxibilização de piso salarial. Ele lembra a ideia de turno integral de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola.

00h03 – Medina defende regionalização da gestão da Saúde no Rio Grande do Sul em resposta a Fogaça sobre a área. “É preciso ouvir melhor a classe médica gaúcha”. Em réplica, o candidato do PMDB reconhece expansão do atendimento no Estado, mas promete atendimento maior.

00h00 – Tarso pergunta a Fogaça sobre as estradas do Rio Grande do Sul. Fogaça responde dizendo que é preciso rever as relações do Estado com a União. “Ao devolver unilateralmente os contratos, o governo deixou a situação acéfala”, afirma. “Hoje as estradas que estão pedagiadas estão sem fiscalização nenhuma”, diz Fogaça que pede uma nova relação federativa no Rio Grande do Sul. O candidato do PT diz que o “Rio Grande do Sul tem que parar com essa história de se isolar” e se unir ao governo federal.

23h57 – “Geração de empregos na pequeno e micro empresa é o esteio da geração de emprego”, afirma Tarso que em seguida ataca a gestão de Yeda que teria onerado exageradamente o setor. Na réplica, Montserrat concorda na crítica à gestão da governadora do PSDB e defende a “desburocratização” para impulsionar as pequenas empresas.

23h55 – Yeda ressalta ajuste fiscal feito em sua gestão como instrumento necessário ao investimento em agricultura.  O candidato do PV devolve dizendo que no governo tucano não foram valorizados os técnicos da área de ambiente e agricultura.

23h53 – No início do terceiro bloco, Yeda questiona Montserrat sobre agricultura. Em resposta, o candidato do PV, diz não haver oposição entre desenvolvimento econômico e ambientalismo. “Economia não se sustenta sem o cuidado com sua fonte de riqueza, os recursos naturais”, afirma.

23h45 – Termina o segundo bloco do debate

23h42 – Ruas devolve: “Vou esclarecer a verdade. A sra. é tão ré quanto antes. O que há nesse momento é discussão de competência jurisdicional, se quem vai julgar é a Justiça Federal de Santa Maria ou o Superior Tribunal de Justiça. Eu
Eu só respondo a uma processo movido pelo seu ex-marido”. Yeda retruca: “O senhor fugiu, avocou sua imunidade parlamentar para não responder ao Sr. Carlos Crusius quando ofendido. Essa é a sua maneira de fazer política. O Senhor é réu, eu não sou. O Sr. Vai tentar confundir a cabeça das pessoas. E eu fui vitima de massacre diário para não deixar o governo”. Ruas conclui e ataca: “Quem diz que a senhora é ré não sou eu, mas o MPF, numa ação de improbidade adminsitrativa”.

23h39 – Yeda e Ruas atacam-se mutuamente por denúncias que o candidato do PSOL fez à Justiça contra a candidata tucana. Yeda afirma:  “Não sou ré em nenhum processo. O senhor é”.

23h35 – Schneider questiona a governadora Yeda Crusius sobre sua atitude diante dos precatórios.
“Um dos primeiros atos que fiz foi enviar um ato à Assembleia que me permitisse pagar os precatórios, mas ele não foi aprovado e atrasamos dois anos. Pretendemos continuar arealizar ajuste fiscal para fazer o Estado crescer acima do País”, responde Yeda.

23h32 – O candidato do PMDB, em réplica, afirma: “Vamos procurar atrair empresas e determinar que a contratação seja de fornecedores locais. E criar um Fundopem para cooperativas. Lamento que o PT tenha votado contra os incentivos á GM”. Tarso devolve: “Temos aqui o Polo Naval, com investimentos de R$ 40 bilhões do Governo Federal”.

23h30 – Fogaça questiona Tarso sobre incentivos fiscais à General Motors. Tarso promete não retirar benefícios já concedidos, mas concentrar os futuros incentivos fiscais à base produtiva local. Se houver algum projeto de fora, submetê-lo a análise técnica.

23h28 – Medina diz  a Fogaça que vai chamar o Exército para melhorar rodoviárias e aeroportos.
Fogaça diz que a “prova de sabemos trabalhar com parcerias é que em Porto Alegre montamos parceria com governo federal para ampliar a pista do aeroporto.”

23h26 – Começa o segundo bloco do debate na RBS TV

23h25 – Medina acusa governo Yeda de não exigir alvarás de prefeituras para empresas que ganham licitações e promete divulgar o nome de pelo menos uma empresa beneficiada. Yeda diz que seu governo é transparente.

23h19 – Tarso responde: “Não aumenta tributos. Hoje há proposta do Ministério Justiça que é aproveitada por estados competentes que apresentaram projetos para receber os recursos. O governo federal tem recursos para a construção. Basta apresentar projetos competentes”. Schneider, na réplica, afirma que  “O RS tem 34 mil presos. Construir novos presídios me parece ineficiente. Avaliando se cada pessoa com prisão temporária, analisar quem já cumpriu pena não pode estar livre. Antes de construir vamos fazer análise pontual para ver se há necessidade.”

23h17 – Schneider pergunta para Tarso sobre presídios. Cita déficit de 10 mil vagas ou mais. “Aumenta tributos para atender essa demanda? Constrói presídios?”

23h16 – Schneider diz que ” já há altíssima carga tributária” e diz que não vai renovar contratos de pedágio num eventual governo. Ruas considera pedágios um escândalo. “Cobrem o que querem, não tem controle de custos e nós pagamos e pagamos. O PSOL não admite que pedágios sejam pagos. No limite, em extrema necessidade, admite apenas pedágios comunitários, sob responsabilidade do Estado”. Schneider: “Certamente não vamos renovar os pedágios na forma como estão”.

23h15 – Ruas pergunta a Schneider sobre a gestão dos pedágios no RS.

23h12 – O candidato do PV diz que é “preciso ouvir a comunidade escolar, que sabe onde está a demanda por investimentos.” Montserrat propõe a criação de um Conselho Gestor da Educação. Ruas concorda com Montserrat, e diz que o Estado vive seu pior momento na educação, “mas  que esse momento vai passar”.

23h11 – Montserrat questiona Pedro Ruas sobre o tema das escolas públicas. O candidato do PSOL segue a linha da pergunta, que acusa coligações de não terem projeto para a área, que é, segundo o candidato loteada pelos partidos.

23h04 – Yeda pergunta a Fogaça: ajuste fiscal é bom para educação?  Fogaça: “Vamos investir em qualificação dos professores, que, no nosso governo serão convidados a debater e tomar decisões. Qualidade na educação depende de respeito ao magistério. Yeda retruca: “Foi isso que buscamos fazer nos quatro anos. O conflito que existe é permanente entre os que se colocam como donos da educação (o  Sindicato dos Professores). O ajuste fiscal nos permitiu dar aumento de salários. Fogaça: “Vamos implantar o Pró-Médio, bolsa para aluno do ensino médio, no qual há grande evasão”.

22h59 – Aroldo Medina, que é da Brigada Militar, diz que é quem mais entende de segurança. Promete pagar melhores salários para os policiais. “Me faça governador e haverá resposta muito eficiente na área da educação policial”, diz.

22h56 – Os candidatos fizeram suas apresentações iniciais em um minuto.

José Fogaça (PMDB) : “Nosso futuro será decidido aqui, pela vontade de nossa gente, pela definição do nosso povo, segundo os interesses do Rio Grande”, disse.
Carlos Schneider (PMN):  “Saudação especial a Ivoti, Natal e a Novo hambrugo. Quero lavrar meu protesto contra essa imoralidade que estão atribuindo a nós candidatos. Que são as pesquisas eleitorais. Vote com sua consciência e não nas pesquisas eleitor”, afirmou.
Yeda (PSDB): “RS pode ter orgulho da situação que vive hoje. Crescimento acima da média brasileira, porque fizemos orçamento realista, que nos dá autonomia para gastar bem. Estamos aqui para discutir o porquê dessa situação, em que temos o menor desemprego do Brasil e caindo sempre”.
Pedro Ruas (PSOL): “Gostaria que esse debate fosse sincero. O PSOL é o partido que desmontou os esquemas de corrupção do governo Yeda e que combate essas alianças que visam o poder pelo poder. Somos portando um partido necessário”.
Aroldo Medina (PRP): “Faço coro às pessoas que querem denunciar que as pesquisas estão manipulando sua cabeça. Seja independente”.
Tarso Genro (PT): “Quero agradecer a forma carinhosa com que fui recebido, desde março, nas caravanas que fizemos pelo Rio Grande do Sul. Quero fazer do ultimo debate aos gaúchos e gaúchos que nos acolheram com fraternidade, amor e carinho”.
Montserrat Martins (PV): O primeiro compromisso de um candidato a governador é indicar o que é melhor para o País. Temos convicção de que é Marina presidente. Que você também participe dessa onda verde, junto com Gisele Bundchen, para levar Marina para o segundo turno.

22h48 – Começa o debate no RS, com a saudação inicial dos candidatos

22h33 – A mediação do debate no RS vai ser feita pelo jornalista Lasier Martins. Os candidatos já estão a postos

No Rio Grande do Sul, devem participar do debate os candidatos Aroldo Medina (PRP), Carlos Schneider (PMN), José Fogaça (PMDB), Montserrat Martins (PV), Pedro Ruas (PSOL), Tarso Genro (PT) e Yeda Crusius (PSDB). As críticas devem se concentrar em Genro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, com  possibilidade de eleição no primeiro turno.

PARANÁ

00h33 – Termina o debate no Paraná

00h30 – Luiz Felipe Bergmann diz que o PSOL está do lado dos que querem um chão para produzir e dos trabalhadores que dão “sangue”. “Nós queremos ser governador porque queremos representar os excluídos das periferias”, disse. Pediu voto para o candidato a presidente Plínio de Arruda Sampaio.

00h27 -Beto Richa agradeceu pela confiança e “maneira carinhosa pela qual me receberam”. “Não tenho compromisso com grupos políticos passados”, garantiu. “Sou candidato da mudança e não da continuidade, mas uma mudança segura.” Disse que com bom projetos trouxe 60% a mais de recursos para Curitiba do que o ex-governador Requião para todo o Estado.

00h25 – Paulo Salamuni agradeceu a série sobre diários secretos, que mostrou a existência de corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná. Também agradeceu ao povo por fazer a “onda verde” em torno da candidata Marina Silva. “É uma alternativa diferente para que essa eleição não fosse plebiscitária”, afirmou

00h23 – Osmar Dias, nas considerações finais, agradeceu as famílias. Diz que não gosta de contar vantagens, mas ouvir as pessoas para transformar ideias em projetos. “Para cuidar da família chamada Paraná que sou candidato”, afirma. “Os mesmos passos que o Lula deu no Brasil queremos dar no Paraná.” Ele acentua que pretende dar um salto industrial no Estado.

00h18 – Richa responde que talvez Bergmann tenha conversado com pessoas que não estão entre os cerca de 80% que o aprovaram como prefeito

00h17 – Bergmann diz que a população reclama de falta de ônibus, falta de creches, regularização fundiária. “Se a pessoa não consegue administrar bem a cidade como administrar o Paraná?”

00h15 – Richa diz que foi escolhido dez vezes o melhor prefeito do Brasil ao responder pergunta de Bergmann sobre gestão. Segundo ele, 300 audiências públicas foram realizadas para estar mais em contato com a população. “Quem sabe o que é preciso fazer é quem mora nas comunidades”, diz

00h13 – Bergmann diz que concorda que tem que afastar corruptos. “Mas eles são como ratos, se proliferam”, disse. Segundo ele, a população tem que ser chamado para fiscalizar. Para Bergmann, a relação entre Legislativo e Executivo precisa ser repensada.

00h12 – Salamuni responde que o PV foi o único partido a entrar com pedido de cassação do presidente e do primeiro secretário da Assembleia. “O que me causa espécie é que às vezes há críticas porque tocamos nesse assunto”, reclamou. “Se não discutirmos este tema agora, vamos discutir quando?”

00h10 – Salamuni diz a Bergmann que corrupção “é cupim da República”. Pergunta sobre a corrupção na Assembleia do Paraná. Bergmann diz que a proposta de seu partido é financiamento público de campanha. Segundo ele, somente os dois principais candidatos no Paraná vão gastar R$ 69 milhões. Ainda de acordo com Bergmanne, em Curitiba constrói-se avenidas e não creches, porque avenidas dão dinheiro para empreiteiras.

00h06 – Salamuni pede apoio de Dias no Senado para aprovação do codigo florestal, ao responder pergunta sobre meio ambiente.

00h02 -Richa diz que fez além de suas obrigações, citando entre elas a criação da primeira secretaria contra as drogas. ele prometeu reativar módulos policiais, fortificar policiamento na fronteira e reforçar as clinicas terapeuticas.

00h00 – Dias diz que Richa também não fez a parte dele em Curitiba. Ele diz que vai contratar mais policiais e, principalmente, atacar a causa, que é droga. “Já combinamos com a Dilma que vamos colocar mais polícia, mais fiscalização”, afirmou. “Temos também que criar ambiente nas escolas para chegar antes da droga.”

23h58 – Beto pergunta a Osmar sobre segurança pública. “Você concorda que o atual governo fracassou?”

23h54 -Dias diz que no governo Fernando Henrique Cardoso houve 2.459 invasões, enquanto no governo Luiz Inácio Lula da Silva foram 1.741. “Houve diálogo”, acentuou. Bergmann diz que o Paraná tem 1,4 milhão de hectares de terras devolutas e improdutivas. “Prontinhas para a reforma agrária”, afirmou.

23h50 – Dias pergunta a Bergmann sobre reforma agrária e MST. Diz que fez 42 assentamentos quando foi secretário da agricultura. Afirma que também fez substitutivo para criar o banco da terra. “Qual sua proposta?” pergunta. “A proposta do PSOL para a reforma agrária é fazer a reforma agrária”, responde Bergmann. Segundo ele, é preciso também política de incentivo à pequena propriedade e à agroecologia.

23h48 – Segundo Salamuni, é inaceitável que nem mesmo roçadas sejam feitas. “É preciso repaginar a questão do pedágio no Paraná”, disse. Dias afirmou que sentarão na mesma mesa concessionárias, Estado e usuários na agência que criará. “Tenho certeza que há uma imensa gordura para queimar”, disse.

23h45 – Salamuni diz a Dias que o pedágio não abaixou e não acabou, como era promessa do ex-governador Roberto Requião, hoje na campanha do pedetista. “Qual sua proposta?” Dias diz que colocará agencia reguladora de serviços públicos, que terá planilha. “Vamos fazer auditoria também nos contratos”, prometeu. Segundo ele, o pedágio que Lula implantou é 10 vezes menor que o paranaense.

23h42 – Richa pergunta sobre malha ferroviária a Salamuni. “Em questão de infraestrutura deixa-se muito a desejar no Estado”, afirmou. “Qual sua opinião sobre a malha ferroviaria?” Salamuni disse que foi um “desserviço” realizado no País nesse setor. “Foi feito um desmonte”, acentuou. Salamuni também pediu com urgência a terceira pista para o Aeroporto Afonso Pena.

23h39 – Bergmann disse que sua proposta é fazer funcionar o que existe de saúde. “O que existe hoje não funciona”, acentuou. Richa replicou que o governo atual do Estado desviou R$ 2 bilhões da saúde. “Isso dito pelo Ministério Público”, acentuou. O atual governo apoia Dias. “Eu não pulo de galho em galho”, disse, com intuito de atacar Dias.

23h35 – No início do segundo bloco, Bergmann pede que Richa fale sobre saúde. “Não houve investimento nem na prevenção nem no tratamento. Nem se cumpriu a lei no Estado. Eu vou aplicar os 12% e só aí vamos dar um grande salto”, afirmou. Segundo ele, a justiça de Cascavel mandou o prefeito de Cascavel, que é do mesmo partido de Dias, a fazer licitação para lixo em 30 dias.

23h30 – Dias diz que sua campanha não teve caixa 2. “Conheço campanha por aí que teve caixa 2 e apareceu no Fantástico”, acrescentou, em referência a denúncias sobre a campanha de Richa para a prefeitura.

23h29 – Dias diz que fará 50 centros de especialidades e 300 clinicas de mulher e criança. Vai construir 40 unidades de pronto atendimento “junto com o governo da Dilma (Rousseff)”. “Isso já está acertado”, diz. Bergmann responde que “candidatos ricos não falam de saúde, falam de doença”. Ele diz que Dias recebeu dinheiro de plano de saúde privada na campanha anterior.

23h27 – Bergmann diz que a saúde do Paraná está uma “tragédia”. Ele pede que Dias apresente suas propostas. Dias critica antes Richa que disse que 80% das pessoas aprovaram sua saída da prefeitura. “Acho que é uma das pesquisas que a coligação está impugnando porque não vi”, afirma.

23h26 – “O problema da Caximba (lixão de Curitiba) fede para burro”, afirma Bergmann. Segundo ele, o agronegócio também produz alimentos à base do agrotóxico o que torna mais grave os problemas ambientais em todo o Estado.

23h24 – Para Salamuni, Curitiba não pode ser uma “ilha” sem reconhecer a região metropolitana. “Temos todos os rios que cortam Curitiba mortos”, diz.

23h23 – Salamuni pergunta a Bergmann se considera Curitiba ecologicamente ecológica. Bergmann diz que uma cidade que fica vários anos com lixão a céu aberto não pode ter esse título. “A propaganda oficial considera como modelo”, diz. Segundo ele, a ocupação desordenada também não respeita o meio ambiente.

23h20 – Richa diz que valorizou os professores em Curitiba e que fará o mesmo no Estado. Salamuni diz que vem de família de professores e acentua que muitos professores ainda não tem seus direitos trabalhistas reconhecidos. Ele pede também condições tecnológicas para os professores.

23h18 – Richa queria fazer pergunta para o próprio Dias, mas foi impedido em razão das regras do debate. então, pergunta sobre educação para Salamuni.
Salamuni cita Marina Silva dizendo que é professora e aprendeu a ler no Mobral. “Queremos resgatar a alegria de aprender e o prazer de ensinar”, diz Salamuni.

23h16 – Richa diz que não conhece mais Dias. Segundo ele, o político tem que ser conhecido. Segundo ele, o projovem foi perdido em razão de o secretário, indicado pelo PDT de Osmar Dias, ter “cochilado”.

23h15 – Osmar diz que está tranquilo e sereno. Segundo ele, o compromisso de ficar quatro anos foi assumido por Richa. Dias diz que trouxe 7 mil vgas para o projovem, mas o atraso no projeto de Curitiba fez com que voltasse para Brasília.

23h13 – Richa diz que Osmar está nervoso. “Diz que deixei a prefeitura. Nunca disputei uma convenção, nunca fui candidato de mim mesmo. Ele foi derrotado na ultima eleição e se vencesse renunciaria quatro anos. Aceitei porque minha candidatura representa mudança, para colocar no Estado o modelo que coloquei na capital. Senador está na ânsia de conquistar a qualquer custo os votos de Curitiba”, diz Richa. Segundo Richa, o projeto de metrô é de longo prazo.

23h10 – Osmar escolhe Richa para respoder. “Se elegeu e abandonou o mandato com 1 ano e tres meses. Se tivesse cumprido, cumpriria todas as promessas, metrô, linha verde e creches?”

23h08 – Salamuni diz que é preciso haver uma articulação com a região metropolitana para resolver o deficit de 13% em habitação em Curitiba

23h07 – Perguntado sobre questão de habitação, Salamuni diz que prevê 40 mil habitações inicialmente e regularização fundiária, levando em conta a preservação ambiental. Bergmann diz que para isso é preciso acabar com a especulação fundiária

23h05 – Bergmann retruca dizendo que não vai entrar na “briguinha” entre Richa e Dias. “O Osmar é fazendeiro, ficou 16 anos no Senado e desconheço qualquer medida para melhorar a reforma agrária”, disse.

23h03 – Osmar diz que ajudará o prefeito a melhorar a questão do lixão construindo quatro usinas de reciclagem

23h02 – Osmar pede a Bergmann que responda o que fará para resolver problema do lixo nas cidades. Bergmann diz que fará isso mantendo as pessoas no campo com reforma agrária. “Mesmo que tenha que tirar fazenda de cowboy, ainda que seja senador”, diz Bergmann

23h00 – Dias retruca dizendo que o projeto do FGTS foi apresentado quando o desemprego era altíssimo. Depois, as centrais pediram e ele retirou. “Está mal informado o candidato”

22h58 – Richa diz que Osmar se liga a Lula o que é fácil. Ataca Osmar dizendo que ele, quando senador, apresentou proposta para acabar com a multa de 40% para o FGTS. “Ele é usina de projeto contra o trabalhador”, disse. E também votou pela aprovação da CPMF.

22h54 – Dias diz que acabou de receber telefonema do presidente Lula para dar apoio. Diz que Lula ensinou a criar emprego no País. “Infelizmente o PSDB proibiu escola técnica lá atrás”, ataca. Disse que vai apoiar agricultura porque ela rende muito emprego. Limite de 300 mil para 760 mil o limite de isenção para microempresas. “Queremos trocar o imposto pelo emprego”, diz. Vai criar agência de fomento.

22h52 – Richa escolheu Osmar Dias para responder sobre emprego. “Qual a proposta do candidato para garantir política publica de geração de emprego e renda?”

22h51 – Salamuni replicou que sua preocupação é com a transparência no uso dos recursos. “Que evitemos renúncias fiscais”, ponderou. Richa afirmou que transparência sempre foi o forte da administração de Curitiba. “Demos um choque de gestão, fechamos a torneira do desperdício e tivemos um canteiro de obras”, afirmou.

22h50 – Richa responde: “Eu sou contra dinheiro publico em áreas particulares e a Arena da Baixada é particular, mas Copa do Mundo é importante para Curitiba e para o Paraná. Virão milhares e milhares de turistas”. Segundo ele, o projeto de Curitiba foi muito elogiado. “Há convênios de repasse de R$ 222 milhões para infraestrutura na cidade. Serão benefícios para todos”, acrescentou.

22h48 – Copa de 2014 foi o primeiro tema sorteado. Salamuni, do PV, perguntou para Richa, do PSDB: “É a favor de verbas públicas para a Copa? Se for, em que nível?”

22h32 – Começa em poucos minutos o debate. A mediação fica a cargo de Sandra Annenberg

O debate desta terça-feira entre candidatos ao governo do Paraná deve ser marcado pela polarização entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Ambos vêm protagonizando uma acirrada disputa, segundo as recentes pesquisas de intenção de voto, o que se reflete na subida de tom dos dois candidatos e na troca de acusações nos últimos dias. Participam ainda do encontro Paulo Salamuni (PV) e Luiz Felipe Bergmann (PSOL), que não têm números significativos nas pesquisas, mas são de partidos com representação federal.

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