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No rádio, Dilma garante que PSDB não vai dobrar o valor do Bolsa Família

Bruno Siffredi

19 Julho 2010 | 13h24

Por Bruno Siffredi e Anne Warth

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, concedeu nesta segunda-feira, 19, uma entrevista à rádio Paiquerê FM de Londrina, na qual garantiu que o PSDB não irá aumentar o Bolsa Família, exaltou os resultados econômicos obtidos durante o governo Lula e disse esperar que Lula participe, como “companheiro e amigo”, do governo após uma eventual vitória petista nas eleições presidenciais.

A entrevista, que foi gravada às 9h30, mas transmitida somente ao meio dia, deu algumas deixas para a candidata caprichar no discurso eleitoreiro, como quando o locutor perguntou sobre seu empenho com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): “A senhora é conhecida como a mãe do PAC. Se for presidente, esse programa continuará sendo a menina dos seus olhos?”

Ao falar sobre as promessas de campanha dos adversários, Dilma garantiu que o PSDB não vai dobrar o valor do Bolsa Família caso o candidato tucano, José Serra, vença a disputa pelo Planalto, porque  “quando podiam mais, quando estavam no governo, fizeram menos”. Ela afirmou que, durante a gestão de Serra à frente do governo do Estado de São Paulo, foram reduzidos os benefícios para os mais pobres.

A candidata petista disse que, caso o País enfrente uma nova crise no futuro, ela terá um plano preparado para enfrentar as turbulências econômicas. Novamente, a candidata fez uma comparação com uma gestão tucana, desta vez comparando a gestão econômica do governos Lula e FHC. Dilma defendeu a diversificação das exportações e disse que, se o País “ficasse exportando só para Estados Unidos e Europa, quando a crise bateu neles a gente teria tido uma queda muito maior” no comércio exterior.

Questionada sobre qual seria o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em caso de uma eventual vitória do PT, a ex-ministra-chefe da Casa Civil disse esperar que o mandatário participe do processo de tomada de decisões. “Contar com o presidente Lula, não só como um parceiro, mas como um companheiro e um amigo, é muito importante pra mim como governante”, disse Dilma.

Educação. A candidata do PT prometeu estender os benefícios do Programa Universidade Para Todos (Prouni) ao Ensino Médio e oferecer bolsas de estudo parciais e integrais para estudantes pobres que desejem estudar em escolas particulares. O programa, batizado de Promédio por Dilma, pretende oferecer financiamentos com prazos estendidos e juros reduzidos. Para os alunos que prestarem serviço civil ao País, ou seja, que trabalhem em regiões mais afastadas em áreas prioritárias, como a saúde, a ex-ministra chefe da Casa Civil disse que vai garantir bolsas integrais.

“Queremos criar vagas nas escolas privadas usando dois mecanismos: bolsa, igual ao Prouni, e financiamento, com prazos muito longos e juros baixíssimos”, afirmou, em entrevista concedida hoje à Rádio Paiquerê FM, de Londrina (PR). “Caso o aluno preste serviço civil, ele terá enormes descontos, e se for prestar serviços nos locais onde o Brasil precisa, como agente de saúde ou como técnico na área de saúde, às vezes o desconto poderá chegar a 100%.”

Dilma comentou os resultados do ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgados hoje, e reconheceu as deficiências do ensino público quando comparado aos prestados por colégios particulares. “Ficou claro que escolas estaduais e municipais se saíram bastante mal. Considerando que 85% das escolas de Ensino Médio são públicas, nosso compromisso é com a melhoria dessas escolas, porque elas são mais fracas”, afirmou.

Dilma disse ainda que vai qualificar e aumentar os salários dos professores de escolas públicas do Ensino Médio. “Você não atrai jovens pra dar aula porque o que pagam para o professor é irrisório, então fica essa imensa carência de professores no Brasil.”

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