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No Amapá, candidatos deixam propostas de lado em último debate

Enquanto Capiberibe relembra prisão de Goés pela PF, candidato do PTD fala sobre investigação sofriga pelo rival

Redação

24 de outubro de 2014 | 01h01

Alcinéa Cavalcante – Especial para o Estado

No Amapá no último debate entre os candidatos ao governo, Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) faltou proposta e sobrou acusação. Logo na abertura, Capiberibe lembrou que em 2010 Goês foi preso pela Policia Federal e quis saber onde foi parar “mais de um bilhão de reais” desviados dos cofres públicos.  Goés rebateu lembrando que Capiberibe é investigado pela Justiça Federal e que inclusive já foi intimado e prestou depoimento no STJ.

Durante todo o debate o assunto esteve em pauta. Em varias vários momentos Capiberibe acusou Goés de ter passado 8 anos do governo que nada fez em favor do povo, mas envergonhou o Amapá por conta da corrupção que levou Góes e quase todo o primeiro escalão do governo dele a ser preso. Góes respondia que é inocente e que todas as obras inUguradas por Capiberibe foram iniciadas por ele.

Num dos momentos mais tensos, Capiberibe ao dirigir-se a Goés disse: ” o senhor roubou, colocou dinheiro publico no seu bolso” . A acusação ensejou direito de resposta, no qual mais uma vez Góes alegou inocência e pediu ao adversário que explicasse porque é investigado por peculato e formação de quadrilha.

O debate teve a duração de 50 minutos e foi dividido em três blocos. Foi promovido pela Tv Amapá, emissora afiliada da Globo.

Waldez Goés – que foi governador do Amapá por dois mandatos – aparece com 66% das intenções de voto na ultima pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira passada. Camilo Capiberibe que concorre à reeleição aparece na mesma pesquisa com 34% das intenções de voto. Nova pesquisa deve ser publicada sábado, 25.

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