As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Não negocio com a inflação’, afirma Dilma em entrevista a jornal

Jennifer Gonzales

17 de março de 2011 | 10h22

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista publicada nesta quinta-feira, 17, que não permitirá o retorno da inflação no Brasil. “Eu não negocio com a inflação”, disse, em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, a primeira a um jornal brasileiro após assumir a Presidência.

Segundo ela, o governo mira o centro da meta de inflação, que é de 4,5% para este ano. “Eu não permitirei que a inflação volte ao Brasil. Não permitirei que a inflação volte sob qualquer circunstância”, assegurou a presidente. Dilma afirmou ainda ter “certeza” que o país crescerá entre 4,5% e 5% neste ano. Também disse que o governo “cortará as unhas” dos gastos de custeio.

A presidente garantiu ainda que o Banco Central em seu governo será profissional e autônomo. “Eu não vejo o Tombini há um mês, não falo e não vejo”, disse a presidente ao jornal se referindo ao presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini. “Não sei se estão tentando diminuir a importância desse BC… Porque não tem gente do mercado na sua diretoria”, acrescentou sem, no entanto, descartar a entrada de profissionais vindas do mercado na instituição no futuro.

Reformas

Na entrevista, a presidente foi questionada sobre as reformas tributária e da Previdência, que analistas veem como necessárias para garantir um crescimento sustentável da economia. “Não vamos tirar direitos do trabalhador, não. Não vem que não tem”, disse ela sobre ao descartar uma reforma da Previdência Social. Dilma disse, por outro lado, que o governo tentará fazer com que o Congresso vote a regulamentação da previdência pública que já tramita no Parlamento. Sobre a reforma tributária, a presidente afirmou que o governo não pretende enviar uma reforma ao Congresso, mas sim medidas tributárias. A presidente disse ainda não poder adiantar quais seriam essas medidas, e disse que o governo pretende adotá-las neste semestre.

Aeroportos

A presidente anunciou ainda que o governo federal fará uma “intervenção” nos aeroportos do país que incluirá concessões e a atração de investimentos privados para o setor. A questão é essencial para a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 no País. Segundo ela, o modelo que será adotado pelo governo será misto, incluindo dinheiro público e privado. “Não temos preconceito para nenhuma forma de expansão do investimento nessa área”, disse. Ela disse que pretende editar até o final deste mês uma medida provisória para a criação da Secretaria de Aviação Civil, que terá status de ministério e englobará órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero.

A íntegra da entrevista pode ser lida no site do jornal Valor Econômico (exclusiva para assinantes)

(Com informações da Reuters)