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‘Não devemos esconder quem quer que seja’, diz Itamar sobre presença de FHC em campanha

Camila Tuchlinski

06 de outubro de 2010 | 17h26

Carol Pires, da Sucursal de Brasília

Um dos oradores mais aplaudidos no encontro de aliados de José Serra (PSDB), em Brasília, o ex-presidente da República Itamar Franco (PPS), eleito senador por Minas Gerais, disse nesta quarta-feira que a campanha tucana não deve “esconder quem quer que seja”. Sem citar nomes, ele se referiu à ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na campanha de José Serra (PSDB) à presidência.

“Não precisamos ficar escondendo qualquer um que seja do nosso lado. É por isso que tem que haver o confronto, mas o confronto das ideias. O povo quer saber o que nós pensamos. Qual é o nosso pensamento para os problemas estruturais? Qual é o nosso Brasil para esse mundo que vem?”, afirmou Itamar Franco, ao criticar postura do presidente Lula de creditar ao seu governo todas as conquistas do País. “Ninguém inventou o Brasil, porque daqui a pouco teremos que dizer que quem abriu os portos do Brasil não foi D. João VI, foi o presidente Lula”.

Itamar Franco sugeriu a Serra que ouça menos o apelo dos marqueteiros da campanha e que seja ele mesmo. “Me permita dizer isso: vossa excelência não precisa tanto dos maqueteiros, porque tem sua vida limpa. Seja mais o senhor do que o marqueteiro, porque vossa excelência tem uma vida limpa, uma vida honesta”.

O ex-presidente afirmou ainda que a campanha em Minas Gerais, onde ele e Aécio Neves (PSDB) foram eleitos senadores da República, e Antônio Anastasia (PSDB) venceu a disputa pelo governo estadual, a campanha de Dilma Rousseff (PT) levantou a tese de que os mineiros não poderia eleger senadores da oposição. “E a resposta que nós demos foi viril e forte. Nós dizíamos, a partir de Aécio e Anastásia, que em Minas os mineiros escolhem os seus candidatos”, disse Itamar, sendo muito aplaudido.

Em discurso, Aécio Neves seguiu a mesma linha do colega mineiro, e afirmou que a campanha petista tentou dividir o Brasil entre os bons e os maus. “Essa foi a grande tentativa dos nossos adversários, como se fossem eles os virtuosos”, afirmou o ex-governador.

O ex-governador mineiro terminou seu discurso afirmando que está em jogo não apenas a eleição de Serra, mas “a democracia e as liberdades individuais”. Segundo Aécio Neves, a campanha de Serra precisa vender a idéia, no segundo turno, de que “o Brasil somos todos nós”.

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