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Na transmissão de cargo para Aldo, PC do B reafirma comando no Esporte

Bruno Siffredi

31 de outubro de 2011 | 19h04

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Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

A cerimônia de transmissão de cargo de Orlando Silva para Aldo Rebelo no Ministério do Esporte acabou se transformando em uma clara demonstração de que o PC do B pretende continuar dando as cartas na pasta. O presidente da legenda, Renato Rabelo, não só estava presente como discursou, algo incomum neste tipo de cerimônia.

Rabelo foi o primeiro a falar. Disse que o partido foi vítima de uma campanha “vil e sórdida” e não vai aceitar as denúncias imputadas. “O PC do B levará até o fim a apuração dessa tentativa de nos denegrir”. Fez diversas menções ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que colocou o partido a frente do Esporte ainda em 2003. Elogiou Orlando Silva e disse que o PC do B sente orgulho dele.

O ex-ministro focou seu discurso na defesa do seu trabalho e dos servidores do ministério, principalmente os do programa Segundo Tempo, alvo de sucessivas irregularidades. “Queria cumprimentar os servidores, em especial do Segundo Tempo, imagino como devem ter ficado quando a dedicação de vocês foi tratada de maneira tão vil e desonesta nos últimos dias”. Orlando teve tempo ainda de defender Waldemar de Souza, secretário-executivo da pasta, que deve ser um dos primeiros a ser trocado por Aldo. “Waldemar de Souza foi um leão na condução do ministério”, disse Orlando.

A fala de Aldo foi semelhante à feita na cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, na qual fez elogios ao trabalho de Orlando. Em entrevista após a transmissão de cargo, o ministro afirmou que pretende montar a equipe fazendo um equilíbrio entre servidores que já trabalham no ministério e pessoas de fora. Destacou que o fato de ser ou não do PC do B não será importante para suas decisões e prometeu tomar com rapidez decisões sobre as possíveis substituições. Ele procurou ainda minimizar a presença de Rabelo e o discurso de Orlando tratando ambas as ações como praxe.

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