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Na avaliação do Planalto, Palocci passou credibilidade em entrevista

Lilian Venturini

03 de junho de 2011 | 22h43

Tânia Monteiro e Andrea Jubé Vianna

O Palácio do Planalto avaliou nesta sexta-feira, 3, que o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, passou credibilidade na entrevista concedida ao Jornal Nacional, da TV Globo. Pesquisas instantâneas feitas pelo marqueteiro João Santana no momento da entrevista indicaram que Palocci demonstrou firmeza enquanto falava.

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Interlocutores da presidente Dilma Rousseff afirmaram, porém, que a sobrevivência de Palocci dependerá das reações daqui para a frente, principalmente por parte dos aliados. Palocci está sob intensa pressão da oposição e do próprio PT.

O líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP), considerou satisfatórias as explicações do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, ao Jornal Nacional sobre sua evolução patrimonial. O patrimônio do ministro multiplicou 20 vezes em quatro anos, entre 2006 e 2010. “Foi importante porque ele deixou claro que não houve tráfico de influência nem uso de informações privilegiadas para garantir lucros das empresas”, afirmou o petista. Além disso, Vaccarezza chamou a atenção para o argumento de que “não há crise” porque se trata de um problema individual de Palocci e não do governo. “Estaremos votando normalmente a partir da semana que vem, o meu esforço é para discutir as políticas do governo”, frisou o líder.

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), acha que a entrevista contribuirá para acalmar os ânimos na Câmara, onde o assunto foi “muito politizado”. Ele só ressalta que Palocci deveria ter concedido essa entrevista há 15 dias, quando a crise eclodiu. “Era isso que a nação queria, segurança, tranquilidade. Ele deixou claro tudo o que fez”, afirmou. O peemedebista acha que o futuro parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ajudará a eliminar as dúvidas dos mais reticentes quanto ao ministro.

O vice-líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), considerou a entrevista “convincente”. “As atividades privadas foram feitas quando ele não era ministro, não tenho dúvidas da lisura dele”, frisou. Cunha observou que Palocci não divulgou números nem os nomes das empresas para quem trabalhou, mas ressaltou que ele não pode de jeito nenhum expor os clientes dele. A vantagem da entrevista, na visão do peemedebista, é que Palocci “atacou o problema de frente, não se escondeu atrás de uma nota de dez linhas”, afirmou, em alusão às notas oficiais divulgadas pela assessoria do ministro.

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