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Músico é processado por rap contra aumento de deputados no RS

Jennifer Gonzales

03 de agosto de 2011 | 20h34

O músico gaúcho Tonho Crocco, fundador da banda Ultramen, está sendo processado por rap que fez em protesto contra o aumento de 73% que os deputados estaduais aprovaram para si mesmos em 2010. No rap, Tonho Crocco chamava de “gangue” os 36 deputados que aprovaram o aumento em dezembro do ano passado – apenas 11 votaram contra.

 

De acordo com reportagem do site Sul21, uma representação ao Ministério Público, assinada pelo então presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Giovani Cherini (PDT) resultou em processo por crime contra a honra para o músico.

Atualmente deputado federal, Cherini encaminhou uma representação ao Ministério Público para que analisasse o vídeo divulgado pelo músico e, caso necessário, tomasse providências. Tonho Crocco recebeu nesta semana uma intimação para uma audiência preliminar no dia 22 de agosto, da qual Cherini também vai participar.

Ao Sul21, Cherini negou que estivesse processando Tonho Crocco. Pelo Twitter, esclareceu: “Não ingressei com ação contra Tonho Crocco. Como presidente (da Assembleia), ofereci representação ao MP para que, havendo ilicitude, tomasse providências”. Em entrevista ao mesmo site, publicada nesta quarta, Cherini afirmou que Tonho Crocco “não deve brincar com a honra dos outros”.

Na representação, informa o site, Cherini afirmou que “eleito pelos deputados estaduais como representante do povo gaúcho”, expressava sua “insurgência contra a manifestação espúria de Antonio Crocco, que enseja o presente pedido de providências ao Ministério Público Estadual”.

Tonho Crocco se disse “atordoado” pela intimação e disse temer que se abra um precedente contra as manifestações políticas.

 

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