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Mural que expunha padrinhos políticos de ministros de Dilma é retirado do Palácio do Planalto

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

13 de janeiro de 2011 | 18h20

Leonencio Nossa, de Brasília

A administração do Palácio do Planalto retirou da parede de um dos corredores do prédio anexo ao que a presidente Dilma Rousseff despacha um mural que expunha a política de apadrinhamentos políticos do governo.

Numa operação “Ctrl C + Ctrl V”, do tipo copia e cola, um distraído burocrata colou no mural perfis nada lisonjeiros para os 37 ministros escolhidos pela presidente Dilma Rousseff. A maioria dos históricos de cada integrante do ministério “técnico” e “ético” do governo inclui o nome do padrinho político do escolhido.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, por exemplo, foi apresentado como um homem que, durante a trajetória, sempre deu “atenção à liderança política de José Sarney, que manteve o controle da seção maranhense da legenda (PFL) embora filiado ao PMDB”, destaca o texto, retirado da Wikipedia. A enciclopédia na internet foi a fonte dos demais perfis.

O mural da transparência, como foi chamado por alguns servidores do Planalto ao verem o trabalho do burocrata, foi elaborado numa sala da Coordenação de Relações Públicas do Planalto. Ao descrever o perfil do ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, o mural ressaltou que ele não era unanimidade no PMDB, mas entrou para o governo graças a um padrinho de peso. “A indicação deveu-se à sua proximidade com o vice-presidente eleito Michel Temer, apesar da reprovação de algumas alas do PMDB”, dizia o perfil.

Ana de Hollanda, a nova ministra da Cultura, ganhou destaque, segundo o mural – e a Wikipedia – especialmente pelos trabalhos técnicos: “É uma cantora e compositora brasileira, mas que notabilizou-se sobretudo por trabalhos burocráticos na Funarte”. O mural não esqueceu de ressaltar que a nova ministra é irmão do cantor Chico Buarque.

O mural cita também dados que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, gostaria de esquecer. Em 2002, ele ficou em décimo lugar na disputa por uma cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro. Quatro anos antes, como candidato a primeiro suplente ao Senado na chapa de Saturnino Braga, levou uma rasteira. “Saturnino prometeu dividir o mandato de oito anos com Lupi, o que não cumpriu.”

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