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MP investiga filho do ministro dos Transportes por enriquecimento ilícito, diz jornal

Jennifer Gonzales

06 de julho de 2011 | 14h47

O Ministério Público Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Em apenas dois anos, a Forma Construções, criada com capital social de R$ 60 mil, teve seu patrimônio aumentado para R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%.

Em 2005, Gustavo, então com 21 anos, e dois sócios fundaram a Forma Construções. Em 2007, a empresa declarou à Receita Federal patrimônio de R$ 52,3 milhões. Em 2006, os ativos somavam R$ 17,7 milhões.

De acordo com a reportagem, as investigações começaram em 2010, a partir de um negócio entre Pereira e a Socorro Carvalho Transportes e Construções, empresa beneficiária de recursos do Ministério dos Transportes. Em 2007, a empresa repassou R$ 450 mil a Pereira.

No mesmo ano, o Fundo da Marinha Mercadante, administrada pelo Ministério dos Transportes, pagou R$ 3 milhões à empresa para incentivar a renovação da frota do Brasil. Em 2008, a empresa ganhou mais R$ 4,2 milhões. Ao MP, Gustavo disse que o dinheiro que recebeu da empresa é fruto da venda de um imóvel.

 Um investigador que preferiu ficar anônimo disse ao jornal causar “estranheza” que uma empresa de um amigo do ministro receba grandes valores após fazer negócio com o filho do ministro.

A SC Transportes, ainda segundo a reportagem, está em nome de Marcílio Carvalho e Claudomiro Picanço Carvalho. Em 2006, Picanço doou R$ 100 mil à campanha de Alfredo Nascimento ao Senado – tendo sido seu principal doador.

Por e-mail, a assessoria do ministério dos Transportes informou que o ministro Alfredo Nascimento “não foi notificado ou questionado pelo Ministério Público Federal acerca de quaisquer procedimentos investigatórios envolvendo seu filho”. Diz que, se isso ocorrer, prestará os esclarecimentos que venham a ser solicitados.

“No que diz respeito à Socorro Carvalho, o ministro informa não manter vínculos comerciais ou empresariais com dirigentes da referida empresa, assim como seus familiares. O depósito a que ‘O Globo’ se refere decorre da venda de imóvel,

transação registrada na declaração de imposto de renda de seu filho. Por fim, a Socorro Carvalho é uma empresa de navegação que atua na região amazônica e, assim como as outras empresas do setor, recebe os ressarcimentos obrigatórios previstos na legislação que regula as atividades vinculadas a esse segmento”, conclui a nota.

Leia a reportagem do Globo na íntegra

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