Movimento negro do PSDB-SP lança site para discutir propostas
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Movimento negro do PSDB-SP lança site para discutir propostas

Jennifer Gonzales

16 Julho 2010 | 18h43

Por Jair Stangler

O Secretariado da Militância Negra do PSDB de São Paulo, Tucanafro, lança nesta sexta-feira, 16, em São Paulo, o portal www.tucanafro.ning.com, com o objetivo de promover a discussão de propostas para o plano de governo do candidato Geraldo Alckmin.

tucanafro

Reprodução

O presidente do Tucanafro, Carlos Augusto Santos, conta que o secretariado foi criado em 2003, por iniciativa do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A ideia era agregar a militância negra e fazer uma conexão entre o partido e a comunidade negra. Santos estima em aproximadamente 300 militantes tucanos envolvidos com o Tucanafro, principalmente nas cidades de São Paulo, Jandira, Campinas e Botucatu.

Segundo ele, o movimento busca contribuir com políticas públicas e ações afirmativas para o partido. “Nosso propósito é ajudar o partido na promoção de políticas para a igualdade racial. A gente também tem o objetivo de desenvolver um projeto político para a comunidade negra do PSDB”, disse Santos em entrevista ao Estadão.com.br.

“Nós ainda não temos um trabalho tão forte quanto o do PT”, diz Santos, reconhecendo ainda que o governo Lula tem realizado avanços nas ações afirmativas. Ele lembra, no entanto, que foi Fernando Henrique Cardoso quem deu o pontapé inicial nas ações afirmativas e admitiu que o Brasil é um país racista, mas observa que o antecessor de Lula poderia ter feito mais.

Ele elogia também a promulgação, por Lula, da Lei 10639, que obriga o ensino da história da África e cultura afro-brasileira nas escolas. Mas lamenta que ainda não tenha sido implantada.”Nossa luta é para que nossos gestores tenham um olhar voltado para a aplicação dessa lei. Ela obriga que se conte a real história do negro. A sua contribuição para a formação do povo brasileiro, para a identidade nacional. A história da Àfrica, da escravidão, é feita a partir de um olhar europeu. O negro sofre muito na escola. Se hoje o Brasil é o País que é, tem muito dos negros escravos que trabalharam 350 anos sem ganhar um tostão”, diz.

Santos entrou no PSDB em 1996, junto com Adolfo Quintas, liderança popular de Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo. Quintas concorreu a vereador em 1996 e 2000, tendo sido derrotado nas duas ocasiões. Em 2004, após a criação do Tucanafro, Quintas foi eleito para seu primeiro mandato. O vereador também é presidente de honra do Tucanafro.

Santos diz não saber se o Tucanafro tira votos do PT. “A gente precisa entrar nesse mercado, atender essa necessidade”, afirma. “A gente precisa ter uma preocupação com os negros do Estado de São Paulo e no Brasil. Existe a invisibilidade do negro. Em todas as áreas o negro está sub-representado”, completa.

“Nós precisamos colocar negro no Itamaraty, em Brasília. O secretariado tem seus embates internos para levar políticas públicas ao Estado e, quiçá, para o Brasil”, continua. Santos diz que o Tucanafro já está presente em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul e que, após as eleições, pretende criar um Tucanafro nacional.

O lançamento do site do Tucanafro acontece nesta sexta, 16, às 19h30, no Comitê Central do PSDB, Edifício Joelma, Térreo – Rua Santo Antonio, 184, ao lado do Terminal Bandeira, São Paulo-SP.

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