Movimento a favor de Marina pode ser ensaio para novo partido em 2013
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Movimento a favor de Marina pode ser ensaio para novo partido em 2013

Redação

09 de setembro de 2011 | 19h46

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

O movimento suprapartidário que se articula em torno da ex-senadora Marina Silva promove na terça-feira, 13, em Brasília, a sua primeira reunião de âmbito nacional. No encontro deverá ser alinhavada um declaração de princípios para orientar as ações do movimento daqui para a frente. Pode ser o primeiro passo para a criação de um partido em 2013.

Antes de definir o encontro de Brasília, o movimento realizou quase duas dezenas de reuniões regionais em diversas partes do País. De maneira geral, serviram para reaglutinar pessoas e movimento envolvidos com a campanha de Marina Silva à Presidência da República em 2010.

Na época, a ex-senadora concorreu pelo PV e ficou em terceiro lugar, com 19,6 milhões de votos. Em julho deste ano,  descontente com estrutura do partido, especialmente com a falta de renovação nos quadros de direção, ela deixou a legenda.

Nas eleições municipais do ano que vem, a ex-senadora e o grupo ao seu redor devem apoiar candidatos comprometidos com a plataforma socioambiental apresentada nas eleições presidenciais e desenvolvida posteriormente em documentos voltados para as cidades.

De maneira geral, nem Marina nem os quadros mais próximos a ela afirmam que o movimento que articularam irá desembocar necessariamente num novo partido. Mas a hipótese está sempre presente nas conversas.
Extraoficialmente sabe-se que a criação do novo partido foi adiada por dois motivos. Em primeiro lugar porque seria impossível montar a legenda às pressas e dentro das normas legais ainda este ano, para garantir a participação de candidatos próprios nas eleições de 2012. Em segundo, porque Marina quer aprofundar o debate sobre as características de uma nova legenda.

“Estamos procurando um novo modelo de atuação na política insti tucional”, diz o ambientalista João Paulo Capobianco, ex-coordenador da campanha de Marina à Presidência. “Não sabemos se isso levará ou não a um novo partido, mas temos certeza que não queremos repetir o que está aí e que ninguém aguenta mais.”

De acordo com Maurício Brusadim, que também se desfiliou do PV em julho e é um dos principais articuladores do movimento em torno de Marina, o encontro de Brasília na terça-feira reunirá cerca de cem delegados de todo o País. “Buscamos um modelo de organização horizontalizado, em oposição ao que está aí, tremendamente verticalizado.”

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