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Morre um dos médicos que operaram Tancredo Neves

Camila Tuchlinski

22 de junho de 2010 | 10h45

Henrique Walter Pinotti, professor emérito da FMUSP, morreu aos 81 anos nesta segunda-feira, 21, vítima de câncer,  no Hospital Sírio Libanês. Pinotti fez parte de uma junta médica convocada pela família de Tancredo Neves para tentar deter o avanço do quadro infeccioso que afligia o então presidente eleito em março de 1985.

Devido às complicações cirúrgicas ocorridas – para o que concorreram as péssimas condições ambientais do Hospital de Base do Distrito Federal, que estava com a Unidade de Tratamento Intensivo demolida, em obras -, o estado de saúde se agravou, e teve de ser transferido em 26 de março para o Hospital das Clínicas de São Paulo.

Com a confiança nos médicos de Brasília abalada, a família decidiu pela formação de uma junta médica, para tentar deter o avanço do quadro infeccioso. De São Paulo, chegou Henrique Walter Pinotti, que se indispôs com os médicos. A segunda cirurgia, comandada por Pinotti e prevista para durar 180 minutos, estendeu-se por mais de cinco horas. Mas a infecção não cedeu. Seis dias depois, após sofrer hemorragias, Tancredo foi transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo, onde passaria por mais cinco operações.

Tancredo sofreu sete cirurgias e faleceu vítima de infecção generalizada, aos 75 anos, em 21 de abril.

O corpo está sendo velado na Sala da Congregação da FMUSP (av. Doutor Arnaldo, 455, 3º andar – Cerqueira César), e será enterrado amanhã, dia 22 de junho, às 10 horas, no Cemitério do Araçá. Pinotti deixa esposa, um filho e 5 netos.

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