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Morre em São Paulo o senador Romeu Tuma

Bruno Siffredi

26 de outubro de 2010 | 13h48

André Mascarenhas

Morreu no início da tarde desta terça-feira, 26, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o senador Romeu Tuma (PTB-SP). O corpo será velado na Assembleia Legislativa do Estado, entre 17 e 18 horas. A assessoria do senador informou que a morte ocorreu por volta das 13 horas, por falência múltipla dos órgãos.

 

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O senador durante convenção do PTB, em junho

 

Obituário: O homem que jamais deixou de ser policial

Via Twitter, políticos lamentam morte de senador

Tuma, de 79 anos, foi internado no início de setembro, após uma bateria de exames detectar problemas cardiovasculares no senador. Mesmo debilitado, ele concorreu à reeleição no último dia 31, quando obteve 3,97 milhões de votos. Mas não foi autorizado por seus médicos a votar.

No último dia 2, Tuma foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um “Berlin Heart” – dispositivo de assistência circulatória utilizado em casos de insuficiência cardíaca. A decisão para o implante ocorreu por conta do “quadro irreversível” em que Tuma se encontrava. A junta médica que cuidava do senador concluiu pela necessidade da operação como uma chance derradeira para sua sobrevivência. Antes da cirurgia, Tuma já havia sido submetido a três pontes de safena por conta de um enfarte sofrido há 12 anos.

Carreira. Tuma nasceu em 4 de outubro de 1931, em São Paulo, e teve sua vida política impulsionada pela carreira policial. Em São Paulo, foi investigador, delegado e diretor da Polícia Especializada do Estado. Formado bacharel de Direito pela PUC-SP, Tuma tornou-se delegado em 1967, atuando no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops) – órgão que ficou famoso pela repressão aos movimentos contrários ao regime militar.

Em 1983, assumiu a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Exerceu, em seguida, a função de diretor-geral da PF. Durante o governo de Fernando Collor (1990-1992), acumulou os cargos de superintendente da Receita Federal e diretor-geral da PF.

Em 1991, passou a ocupar uma Vice-Presidência da Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC-Interpol), que congrega as polícias de 186 países.

Em 1995, afastou-se do Poder Executivo para cumprir, pelo PL, seu primeiro mandato de senador por São Paulo, com mais de 5,5 milhões de votos. Em 2002, reelegeu-se pelo PFL, com mais de 7 milhões de votos. Seu mandato terminaria no próximo dia 31 de dezembro.

Em 2003, foi eleito 1.° Secretário da Mesa Diretora do Senado, o quarto cargo em importância na hierarquia da Casa. Mais tarde, filiou-se ao PTB.

No Senado, Tuma foi Corregedor – cargo até hoje somente exercido por ele – e focou sua atuação em questões ligadas à segurança pública.

O 1º suplente de Romeu Tuma é Alfredo Cotait. O 2º suplente é Alexandre Honore Marie Thioillier Filho.

Com informações da Agência Senado

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