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Ministro do STF diz que Lula poderia sofrer impeachment se ainda fosse presidente

Bruno Lupion

28 de maio de 2012 | 15h56

estadão.com.br

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, afirmou que o suposto comportamento do ex-presidente Lula durante reunião com o também ministro Gilmar Mendes, relatado pela revista Veja deste final de semana, poderia justificar um pedido de impeachment caso o petista ainda fosse presidente.

Celso de Mello, decano do STF, disse ao site Consultor Jurídico que, se os fatos narrados na reportagem da revista forem verdadeiros, Lula poderia ter cometido uma infração político-administrativa, na qual o chefe de um poder tenta interferir em outro. “O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”, afirmou o ministro.

Segundo reportagem da Veja, Lula teria pressionado Mendes a adiar o julgamento do mensalão. A conversa teria ocorrido no escritório de advocacia do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. De acordo com a revista, Lula teria comentado que o julgamento agora seria “inconveniente” e feito uma oferta velada. Em troca do apoio ao adiamento, Mendes poderia ter proteção na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Cachoeira.

Questionado pelo Estado no sábado, 26, Mendes não quis dar declarações, mas confirmou o conteúdo da reportagem e salientou que nem ele nem os outros ministros do Supremo se sentem intimidados pelo ex-presidente.

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