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Ministro desvincula demissões nos Transportes de corrupção e diz que são só ‘ajustes’

Jennifer Gonzales

20 de julho de 2011 | 15h24

Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo

RECIFE – O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse nesta quarta-feira, 20, no Recife, que as demissões que vem sendo realizadas desde o início do mês na sua pasta se devem a “ajustes” que ele considera necessários.

“Assumí o Ministério dos Transportes e, ao fazê-lo, entendo que são necessários ajustes, e esses ajustes tem sido feitos”, afirmou ao responder a pergunta sobre a motivação das demissões, em rápida entrevista coletiva no Palácio do Campo da Princesas, ao lado do governador Eduardo Campos (PSB). “Naturalmente, na medida em que haja necessidade de compatibilizar o ajustamento da máquina com aquilo que seja necessário, com aquilo que eu entenda que seja necessário para o funcionamento do ministério, eu farei”.

Segundo ele, este ajustamento é “fundamental para o bom desempenho do Ministério”, e ele garantiu ter autonomia para agir. “Tenho autonomia e a confiança da presidente e enquanto tiver (esta confiança) vou tomar as decisões que entenda que deva adotar”, disse. “Quando necessário submeter qualquer tipo de assunto à sua consideração (da presidente), eu o farei”.

Indagado se na sua gestão à frente do Ministério dos Transportes no governo do ex-presidente Lula também havia aumento de preços das obras, ele afirmou que os aditivos são um procedimento normal. “Não há nenhuma transgressão do ponto de vista legal”, observou ao afirmar que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem mais de mil contratos ativos.

“É preciso entender que os aditivos foram celebrados pelo órgão executor como um procedimento normal, dentro da legalidade, dentro do que prevê a Lei de Licitações”, continuou. “Digo isso de uma maneira geral, porque não cabe a ministro de Estado ficar examinando pagamento a projeto, nem tampouco aprovando ou assinando aditivos”.

À indagação se havia diferença entre os aditivos da sua época à frente do Ministério no governo Lula, e os de agora, no governo Dilma, ele disse que os aditivos não são fruto de decisões monocráticas e não tem conhecimento de qualquer aditivo que tenha sido tratado como exceção fora do ritual normal.

Rodovias. Paulo Sérgio Passos deu entrevista depois de ter sobrevoado, com o governador, trechos da BR-101 e da PE-60, na área metropolitana, que precisam de serviços de restauração. Do Recife, ele seguiu para a Paraíba, para ver os estragos causados pelas chuvas na malha rodoviária daquele Estado.

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