As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ministro acumulou ilegalmente cargos em Brasília e no Rio, diz jornal

Jennifer Gonzales

01 de dezembro de 2011 | 08h19

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acumulou cargos públicos em Brasília e no Rio de Janeiro entre 2000 e 2005. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, durante esse período Lupi foi assessor legislativo no Rio e funcionário-fantasma na Câmara

A prática é vetada pela Constituição. O ministro disse ao jornal que poderá devolver salários após consulta.Segundo a reportagem, ambas as funções exigiam que ele estivesse, durante 40 horas semanais, nos locais de trabalho. Em Brasília, a norma da Câmara dos Deputados dizia que o funcionário deveria ser “encontrado” na Casa.

No Rio, cada vereador tem o poder de decidir quais assessores devem ficar no gabinete. Sami Jorge, o ex-vereador que empregou Lupi, afirmou que o ministro “dava expediente todos os dias”. Mas disse também que não se lembra o que o ministro fazia e nem como poderia trabalhar nas duas cidades ao mesmo tempo.

Lupi que é funcionário concursado da Prefeitura do Rio, foi cedido à Câmara com ônus, o que significa que o Executivo municipal continuou pagando seu salário. A prefeitura não informou seus ganhos. Em Brasília, ele recebeu vencimentos que hoje representam R$ 12 mil.

Na quarta-feira, 30, a Comissão de Ética da Presidência recomendou que a presidente Dilma Rousseff demita o ministro do cargo por conta das denúncias de corrupção que vem sofrendo. Ao defender Lupi, o deputado Paulinho da Força (PDT) definiu a Comissão de Ética como um grupo de “gagás e velhinhos”.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.