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Mínimo no Senado: Entenda como acontece a votação

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

23 de fevereiro de 2011 | 17h03

Andrea Jubé Vianna

A votação do prejeto de lei que prevê reajuste do salário mínimo começou às 16h desta quarta. Pelo acordo costurado pelo líder do governo e relator do projeto, Romero Jucá (PMDB-RR), haverá quatro votações. Primeiro os senadores apreciarão o projeto principal, que prorroga a regra de reajuste do salário mínimo (inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos atrás) pelos próximos quatro anos. Esta votação será simbólica. Antes disso, os parlamentares debatem o projeto no plenário.

Em seguida, serão apreciadas três emendas, com três votações nominais, utilizando o painel eletrônico: uma do PSDB, defendendo um salário mínimo de R$ 600, e outra do DEM, propondo um salário de R$ 560. A terceira emenda, também de autoria dos tucanos, exclui do projeto o dispositivo que autoriza a fixação do salário mínimo por decreto nos próximos quatro anos, sem deliberação do Congresso. O argumento é de que o Planalto terá de aplicar a fórmula que o projeto prorroga pelos próximos anos, já chancelada pelo Congresso.

Itamar Franco. A análise do projeto de lei começou com uma questão de ordem do senador Itamar Franco (PPS-MG), que tentou adiar a votação. O socialista questionou a votação simbólica do requerimento de regime de urgência ao projeto – que dispensa a tramitação nas comissões – aprovado nessa terça-feira. No entanto, o questionamento foi rejeitado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que determinou o prosseguimento da votação.

Segundo Itamar, de acordo com o regimento interno do Senado, a votação deveria ser nominal, com a utilização do painel eletrônico. Além disso, ele alegou que deveria ser observado um prazo de 48 horas entre a aprovação da urgência e a votação da proposta. Neste caso, o projeto só poderia ser apreciado a partir desta quinta-feira, 24.

Sarney rechaçou os argumentos de Itamar, ponderando que havia acordo de líderes para votar a matéria nesta quarta-feira, acrescentando que a maioria do plenário concordava com a votação nominal. Apenas a líder do PSOL, Marinor Brito (PA), ressaltou que ela não havia sido consultada sobre o assunto. Mas observou que não se opunha às decisões tomadas.

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