Metalúrgicos protestam por mínimo de R$ 580 e correção do IR
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Metalúrgicos protestam por mínimo de R$ 580 e correção do IR

Jennifer Gonzales

09 de fevereiro de 2011 | 11h50

Foto: Hélvio Romero/AE

por Gustavo Uribe

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes organizou manifestação no início da manhã desta quarta em 19 fábricas do Estado de São Paulo em defesa de um salário mínimo de R$ 580. O ato contou com a mobilização de cerca de 13 mil trabalhadores, de acordo com a entidade, que atrasaram em duas horas o início do turno.

 Além de um reajuste do mínimo, o sindicato reivindica a correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação acumulada de 2010, que foi de 6,4%, e um aumento real para os aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo. O governo elevou, desde 1º de fevereiro, o mínimo para R$ 545.

 “O governo federal não está levando em conta que o salário mínimo afeta 49 milhões de trabalhadores e é um fator de distribuição de renda”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Miguel Torres. O dirigente lembrou que, em janeiro, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

“Uma elevação de meio ponto da Selic eleva as despesas públicas em R$ 7,5 bilhões. Daria para aumentar o salário mínimo para R$ 570”, argumentou Torres, que acredita que o governo dá prioridade ao setor financeiro e esquece do trabalhador. “E o mercado já está falando que a Selic aumentará um ponto na próxima reunião. É possível, portanto, elevar o mínimo para R$ 580”, acrescentou.

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