As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mesmo após demissão, convocação de Palocci ainda provoca bate-boca

Jennifer Gonzales

08 de junho de 2011 | 12h12

 Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

BRASÍLIA – A saída de Antonio Palocci da Casa Civil não foi suficiente para acalmar os ânimos na Câmara. Governistas e oposicionistas bateram boca na manhã desta quarta-feira, 8, e não conseguiram sequer aprovar a ata da Comissão de Agricultura, onde Palocci tinha sido convocado a se explicar na semana passada.

A confusão começou porque os deputados governistas não concordaram em aprovar a ata da reunião passada com a afirmação de que Palocci foi convocado. Os governistas queriam que a votação fosse retirada da ata para não contar nos registros da Casa.

O presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), porém, disse não poder alterar a ata porque a convocação foi aprovada e lembrou que a questão de ordem feita pelos governistas à Mesa da Câmara pedindo a anulação da votação não foi respondida.

Diante do impasse, os ânimos se exaltaram. Coordenador da bancada do PT na comissão, o deputado Assis do Couto (PR) criticou Lira Maia e ameaçou ir ao Conselho de Ética questionar a postura do presidente da comissão. A ameaça provocou reações e os deputados do DEM, ACM Neto, Onyx Lorenzoni e Ronaldo Caiado desafiaram o petista a cumprir a ameaça. Enquanto Assis do Couto dizia que não havia mais confiança para os trabalhos na comissão os deputados do DEM chamaram o governista de “viúva do Palocci”.

Em meio ao bate-boca, Lira Maia encerrou a reunião sem que a ata tivesse sido votada. Onyx continuou provocando Assis do Couto mesmo após a reunião. “Você tem que bater palma para a Gleisi e parar de chorar o Palocci”, disse o deputado do DEM. Assis afirmou que a discussão na comissão não é sobre Palocci, mas sobre a condução dos trabalhos por Lira Maia. “Estamos discutindo é o procedimento. A ata só será aprovada se for modificada”, afirmou o petista.

O presidente da comissão afirmou que não há porque alterar a ata e disse não temer ter de responder pelo caso no Conselho de Ética. “Não tive nenhuma conduta questionável para ir ao Conselho, não tem porque isso. Minhas ações estão de acordo com o regimento”, disse Lira Maia.

Tudo o que sabemos sobre:

Antonio PalocciCâmaraLira Maia

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.