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Aloprados: Não há fato novo, diz Mercadante

Lilian Venturini

28 de junho de 2011 | 10h03

Rosa Costa e Andréa Jubé, de O Estado de S. Paulo, e Lilian Venturini, do estadão.com.br

O ministro da Ciência e Tecnologia , Aloizio Mercadante, compareceu nesta terça-feira, 28, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Oficialmente, a ida era para falar sobre seu trabalho à frente do ministério, mas na prática, a maior parte da audiência serviu para falar sobre sua suposta participação no escândalo dos aloprados. A audiência começou às 10h15. Em sua fala inicial, o ministro afirmou não haver fatos novos e ou provas de sua participação.

Opine: A investigação do caso dos ‘aloprados’ deve ser reaberta?

O ministro refuta as acusações de que tenha participação na tentativa de compra de um dossiê, em 2006, para prejudicar o então candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes, José Serra (relembre o caso aqui). “E cinco anos depois, tentar envolver a Ideli, que acabou de ser nomeada para o ministério, sem nenhum indício, é inaceitável”, disse nessa segunda-feira, 27.

Após a audiência, o senador Álvaro Dias (PSDB) afirmou que irá pedir a convocação da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que recentemente teve o nome envolvido no caso, segundo reportagem da revista Veja.

Abaixo, os principais momentos da audiência:

13h50 – Senador Cyro Miranda (PSDB-GO) também afirma que apresentará requiramentos para cobrar explicações do caso e sobre a atuação do PT no episódio. Mercadante rebate: “Você tem todo o direito de investigar. Mas dentro dos princípios democráticos”. Segundo ele, não é possível ter conhecimento pleno sobre tudo o que é decidido em uma campanha eleitoral.

13h38 – Suplicy não fez perguntas sobre o episódio, mas sobre ações do ministério.

13h29 – Senador Suplicy (PT-SP) também elogia iniciativa de Mercadante de falar à comissão e que vai dar seu testemundo sobre o caso. “Não há qualquer fundamento nas alegações de que Ideli teria participado de maneira indevida nesses fatos.” Supl

13h20 – Mercadante disse querer ter acesso aos áudios, em que petistas mencionariam sua participação na elaboração do dossiê, para decidir se tomará atitudes judiciais contra eles. Segundo Mercadante, ele não pode ser acusado por atos de pessoas [ao se referir a Hamilton Lacerda] que trabalharam para ela por pouco tempo. Voltou a dizer que não tinha conhecimento de que Hamilton articulava a produção do documento.

13h05 – Ao fazer sua pergunta, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) considera como manobra política de Mercadante a ida à comissão para deixar de ir à Câmara, foro considerado adequado para tratar do assunto. Afirmou ainda que a fala de Expedito Veloso é clara sobre a participação do atual ministro no caso.

12h53 – Senador Luiz Henrique disse não acreditar na participação da ministra Ideli no caso e fez perguntas técnicas voltadas ao ministério. Nesse momento, a senadora Marinor Brito (Psol) também não aborda o caso ‘aloprados’.

12h40 – Mercadante afirma que não afirmou que seu nome não constava no relatório da CPI, apenas que não havia conclusões sobre sua participação. Sobre a reunião, confirma que ela foi realizada e foi divulgada por ele mesmo, mas que a pauta do encontro não era o dossiê. Nesse momento, o senador Luiz Henrique (PMDB – SC) faz a pergunta.

12h38 – Senador Pedro Taques (PDT) retoma o assunto ‘aloprados’ e questiona a presença do nome do atual ministro no relatório da CPI, já que ele teria dito que seu nome não constaria no documento. Questiona também sobre a suposta reunião em seu gabinete para possíveis articulações sobre o dossiê.

12h26 – Francisco Dornelles (PP-RJ) diz não pretender apoiar os requerimentos apresentados por Alvaro Dias (PSDB-PR), mas criticou o ‘caso aloprados’ e o classificou como um dos mais graves exemplos de corrupção. A senadora Vanessa Grazzioton (PC do B) tem a palavra e elogia a postura de Mercadante de vir se defender sobre as acusações por vontade própria. “Não há provas sobre seu envolvimento. Uma sugestão que faço, sobre o requerimento, é que se traga fato novo. Mas não há”, diz Vanessa. Ao fim de sua fala, faz questionamentos sobre a participação do Ministério da Ciência na área de inovação industrial.

12h18 – Alvaro afirma que vai apresentar os requerimentos à mesa da comissão. Com os pedidos, pretende chamar a ministra Ideli Salvatti e a ex-senadora Sheris Slhessarenko para falar sobre o caso na Câmara.

12h13 – “Nunca fiz ações na Justiça contra a imprensa, mas posso fazer”, afirma Mercadante. Sobre os requerimentos apresentados por Alvaro Dias para levá-lo à Câmara, Mercadante disse que o andamento do caso cabe aos parlamentares. “Vejo a tentativa de transformar em uma disputa política permanente. Façam as perguntas. Por que querem que eu vá à Câmara? Para manter o assunto.”

12h09 – Alvaro Dias refaz a pergunta se Mercadante pretende processar Expedito Veloso e afirma que pretende levar o caso à Câmara. “Tenho aqui três requerimentos, mas não os apresentarei se Mercadante aceitar ir à Câmara para falar sobre os fatos.”

12h03 – Mercadante volta a lembrar o depoimento de Hamilton Lacerda no qual disse que o atual ministro não tinha conhecimento sobre a produção do dossiê. “Não recebi um único telefonema de qualquer das pessoas mencionadas no inquérito. Jamais autorizaria uma ação dessa natureza.” “Por que não jogaram esse assunto na última campanha? Porque Quércia estava vivo e era aliado da campanha do PSDB”, afirma.

12h – Mercadante afirma não desconhecer a existência de provas materiais, mas não haver provas que comprovem a sua participação no caso. Alvaro Dias rebate: “Se houve a participação de Quércia, não nos cabe agora indagar. Mas o senhor está vivo. Minha pergunta é sobre a prova testemunhal, feita por Expedito Veloso.”

11h58 – Alvaro Dias pergunta se Mercadante nega as declações do petista Expedito Veloso, sobre as ligações que teria feito para articular a compra do dossiê, e se pretende processá-lo.

11h53 – Segundo Alvaro Dias, o que as denúncias trazem de novo agora é o nome do responsável pela produção do dossiê, o que não teria sido revelado na época. “Agora há um depoimento [com a revelação desse nome]. E o depoimento não é da oposição. É de um alto militante do PT.”

11h51 – Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) faz a pergunta e volta ao tema ‘aloprados’. “Não era interesse da oposição trazer esse assunto aqui. No entanto o assunto chegou e nós temos o dever de fazer os questionamentos. Não somos responsáveis pela crise permanente. A usina de escândalos é o governo. Dizer que não houve prova material é subestimar a inteligência das pessoas. O que seria uma prova uma mala com R$ 1,7 milhão de reais. Recursos em espécie, sem origem. Isso não é prova?”

11h42 – Ricaro Ferraço (PMDB-ES) cumprimenta Mercadante sobre sua explicação do episódio e dirige sua pergunta às atividades do ministério. Questiona formas de ampliar a participação do setor privado na área de tecnologia e sobre a produção de petróleo. Oficialmente, seria essa a pauta da audiência.

11h37 – Segundo o presidente da comissão, Delcídio Amaral, há 15 senadores inscritos para fazer perguntas e sugere fazer grupos de cinco senadores. Senador Alvaro Dias (PSDB-PR) refuta a ideia. Mercadante afirma que não vê problemas em receber perguntas individuais e Delcídio mantém o requerimento. Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) retoma os questionamentos.

11h33 – Mercadante: Por que isso volta agora? Porque só tenho eu para dizer que não falei com o Quércia? Se ele estivesse vivo, isso não parava de pé por meia hora. Tudo que falaram está nos autos do processo. Não tem um fato novo. Nem o Quércia. É só ler a imprensa da época. É nos autos que fui absolvido por unanimidade no Supremo.

11h30 – Mercadante: Eu divulguei sobre essa reunião [denúncia feita pela revista Época, que menciona participação de Ideli]. Por que é que eu não diria que Lorenzetti estava na reunião, se ele não estivesse? Porque cinco anos depois ia prever que Ideli estaria no ministério? Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete. Enfiaram o Lorenzetti para trazer a Ideli [para o caso].

11h27 – Mercadante questiona o motivo de o assunto voltar após a morte de Quércia. “Com ele vivo, isso não duraria meia hora”, afirmou. “Jamais articulei qualquer coisa com o Quércia. Isso não procede.”

11h20 – A tese da revista Veja [de que teria sido dele o aval para a elaboração de um dossiê contra Serra]  não é nova, diz Mercadante. A tese foi reforçada pela imprensa, mas foi recusada pelo Ministério Público. Jamais tive conversa com Quércia. Na fita fala que o contato era o Hamilton Lacerda (meu assessor por cinco meses).

11h14 – Ao iniciar sua defesa, Mercadante, novamente, menciona uma CPI realizada na ocasião das denúncias e lembra que o relatório final da CPI não consta sequer meu nome. “Não há um único elemento nos autos que aponte para o envolvimento de Mercadante nos fatos”, diz ao ler decisão do Supremo Tribunal Federal do caso feita à época.

11h06 – Ao final de sua fala, Mercadante diz: “Tenho interesse em falar sobre as denúncias da Veja. ACho que o Senado deve, sim, fazer esse debate. É essa atitude que tem que ter na vida pública. Faço questão de enfrentar a discussão.” O senador Lindbergh Faria (PT-RJ) abre os questionamentos e pergunta: “Há fatos novos? Queria que falasse sobre essa reunião (mostrada pela matéria da revista Veja.”

10h42 – Mercadante cita como ações principais do governo a formação de recursos humanos e a necessidade de parceria com o setor privado. Afirma ter dobrado o número de mestres e doutores desde os últimos anos do governo Lula. Na governo Dilma, menciona o Pronatec (bolsa para ensino profissionalizante) e resgata a promessa de dobrar o número de alunos em ensino técnico; além do programa de bolsas para universidades no exterior, em especial na área de engenharia e exatas.

10h35 – Mercadante pontua áreas mais relevantes do ministério e deficiências. “O Brasil precisa desenvolver pesquisas na áreas de remédios”, exemplifica. Afirma também que o Brasil precisa colocar a ciência como “eixo estruturante do desenvolvimento”.

10h25 – Mercadante terá 30 minutos para fazer sua apresentação sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Na sequência, o presidente da comissão abrirá para perguntas dos senadores presentes.

10h21 – Ministro Aloízio Mercadante começa a falar e ironiza: “Fico feliz em ver tanto interessados para falar sobre Ciências e Tecnologia”. “Sei que tem gente aqui que quer debater outros temas, que eu tenho interesse de debater de forma pública”, completou.

10h15 – Presidente da comissão, Delcídio Almaral (PT – MS), abriu a audiência

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