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Com Lula presente, Dilma celebra ‘casamento’ entre ministérios na posse de Mercadante e Raupp

Lilian Venturini

24 de janeiro de 2012 | 14h13

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estadão.com.br

A cerimônia de posse dos novos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, foi marcada pela presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou ao Palácio do Planalto pela primeira vez desde que deixou o cargo. O evento também marcou a saída de Fernando Haddad do MEC.

O ex-presidente não falou durante a solenidade, mas esteve presente nos discursos de Haddad, Mercadante, Raupp e da presidente Dilma Rousseff, que chegou a se emocionar ao falar sobre seu padrinho político. “Para mim, é uma honra que seja neste momento que, pela primeira  vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirmou Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, acrescentou a presidente, com a voz embargada.

Dilma destacou o papel do ex-presidente no desenvolvimento dos projetos para a educação e afirmou que, naquela cerimônia, estava sendo celebrado um “casamento” entre a Educação e a Tecnologia. “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolver tudo aquilo que podemos produzir”, disse a presidente.

Despedida. Primeiro a discursar, Haddad falou sobre as ações de sua gestão à frente do ministério. Ele apontou como o grande legado de sua gestão ter garantido a “todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”.

“Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”

Posses. Novo ministro da Educação, Mercadante falou mais sobre seu trabalho à frente da pasta de Ciência e Tecnologia e sobre a parceria com a área da educação do que sobre Educação. Em um momento bem-humorado, Mercadante aconselhou Raupp, seu sucessor, a sempre apresentar projetos bem acabados nas reuniões com a presidente Dilma. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto”, disse.

Mercadante ressaltou como o método adotado por Dilma, que segundo ele é muito criterioso em relação aos custos, é essencial para evitar o desperdício de dinheiro público.

Ao tomar a palavra em seguida, Marco Antonio Raupp voltou ao tema e disse que presenciou algumas reuniões em que pode comprovar o relato de Mercadante sobre Dilma. Logo no começo do discurso, ele demonstrou nervosismo com o novo papel:”Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente. Quando eu sair do Ministério, vou fazer discurso de improviso, como Haddad e Mercadante. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”

Raupp elogiou as gestões de Haddad e Mercadante. Sobre seu antecessor, afirmou que ficará próximo, “pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação”. Ao falar de Haddad, o novo ministro destacou seu papel como administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”.

Veja como foi:

16h53 – Dilma conclui o discurso afirmando que fica ao mesmo tempo feliz e infeliz pela despedida de Fernando Haddad. Ela diz ficar feliz porque ele, “uma pessoa talentosa”, vai enfrentar um desafio, o que considera bom e infeliz porque “trata-se de um excepcional gestor público, de um grande educador e de um amigo”. Ao final, agradece novamente o ex-presidente Lula, que diz ser “inesquecível”.

16h49 – O ministro Mercadante “tem um talento escondido. É um excelente gestor”, garante a presidente. Em seguida, ela enaltece Fernando Haddad, mas se confunde e o chama de Paulo Haddad, mas se corrige logo em seguida.

16h46 – Dilma diz que não faz a defesa do Enem por “nenhum principio de teimosia. Ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, estou defendendo o Reuni e estou defendendo o Ciência Sem Fronteiras”. Ela destaca que os critérios “dispares” dos vestibulares não possibilitariam dar acesso a esses programas de forma democrática.

16h43 – “Sabe porque eu defendi o Enem?”, questiona Dilma. Ela diz que vê projetos de inclusão como o ProUni crescerem e pergunta: “Como é que garanto o acesso democrático a esses programas?” Ela ressalta que, para um processo que abrange milhões de pessoas, “é inevitável que nos primeiros tempos você tenha alguns desvios”.

16h40 – “O que nós queremos é sermos capazes de desenvolvermos tudo aquilo que podemos produzir”, diz a presidente. Ela afirma que não se trata apenas de vender produtos brasileiros para o consumo interno, mas principalmente de reforçar a produção nacional.

16h38 – Dilma afirma que, durante o governo Lula, discutir o projetos novos e iniciativas para a educação “era a coisa mais fácil que podia existir”. A presidente diz que não havia “limite” para o investimento e a Casa Civil, que comandava na época, tinha que “se conformar, porque estas eram as regras do jogo.” Ela acrescenta ter o mesmo projeto.

16h30 – “Ao mesmo tempo que nós tratávamos de coisas absurdas e inexplicavelmente ausentes da pauta brasileira”, diz a presidente, “nós tínhamos que dar conta de outro desafio, que era elevar o nível de conhecimento da nossa população.” Dilma afirma que, no passado, o Brasil não considerava o combate a miséria como uma parte do projeto de desenvolvimento.

16h28 – “Para o meu governo, esta é uma cerimônia especial porque nós sabemos o  que significa a educação”, diz a presidente. “Hoje, somos um País num momento muito especial. Recebemos este momento especial do presidente Lula, que mudou significativamente a qualidade do desenvolvimento.”

16h24 – Dilma afirma que o ex-presidente Lula era quem deveria estar presente no evento de segunda-feira, quando foi celebrada a concessão de um milhão de bolsas do ProUni. Ela destaca o esforço do ex-presidente nos projetos da Educação.

16h21 – “Para mim, é uma honra que seja nesse momento que pela primeira  vez, o nosso querido presidente Lula volte ao Planalto”, afirma Dilma no início de seu discurso. “Com o passar do tempo, Raupp, nós viramos uns chorões”, diz a presidente, que lembra as lágrimas de Haddad e admite que pode não conter as lágrimas. “Para mim, é uma honra receber o presidente Lula aqui.”

16h19 – “Para finalizar, permita-me, presidente, uma confidência. A convite da presidente, participei de varias reuniões ministeriais e fiquei impressionado, diz Raupp. “Eu já era seu fã, agora fiquei mais ainda. Conte comigo, presidente Dilma.” O novo ministro conclui o discurso e, na sequência, Dilma toma a palavra.

16h14 – Sobre Haddad, Raupp destaca o papel de administrador e o desenvolvimento de projetos como o ProUni, que “elevou a autoestima dos brasileiros”. “Essa guerra é decisiva, a guerra da educação.” Ele diz que não chega para “inventar a roda” e acrescenta que seu papel é “fazer a roda girar”.

16h12 – O novo ministro elogia Mercadante e diz que o desafio da inovação “ganhou um novo patamar”. Para ele, hoje o País “depende” do desenvolvimento desse setor. “Mercadante e eu vamos continuar juntos, pois a Educação é a fonte de todo o sistema de tecnologia e inovação.”

16h10 – Marco Antonio Raupp lê discurso no qual destaca o papel dos ministros que o antecederam e afirma compreender a importância do setor da tecnologia no momento vivido pelo Brasil.

16h08 – O novo ministro cita o ex-presidente Getúlio Vargas e diz que o governo Lula foi a continuidade daquele projeto. “Obrigado, presidente Lula.”

16h06 – Marco Antonio Raupp: “Eu prometo inicialmente o seguinte, presidente: quando eu sair do Ministério eu vou fazer discurso de improviso. Mas agora eu tenho que ler. Eu já estou perdido aqui. Perdi a página um. (Silêncio) Achei!”

15h59 – Marco Antonio Raupp e Dilma assinam o termo de posse do novo ministro de Ciência e Tecnologia. Agora, Raupp começa seu discurso. Raupp agradece Mercadante pelos conselhos sobre a presidente e diz que, após participar de algumas reuniões, comprovou que o que ele diz é verdade. Ele diz que a atenção com o uso dos recursos públicos é “a tônica” da gestão Dilma.

15h58 – Aloizio Mercadante conclui o discurso citando os servidores que trabalharam ao seu lado no Ministério da Ciência e Tecnologia. “É muito difícil se despedir do Ministério”, diz ele, que ressalta o desafio de comandar o MEC e seguir a indicação de Dilma de que “país rico é país sem miséria”.

15h56 – “Não podemos mais ter no empresariado uma postura passiva em relação ao desenvolvimento tecnológico”, diz Mercadante. Ele fala também a importância do desenvolvimento sustentável e das tecnologias limpas.

15h54 – O novo ministro da Educação destaca os objetivos da sua antiga pasta e afirma que o País pode “dar um salto” no setor da tecnologia graças à crise internacional. Ele cita projetos para a produção de componentes e semicondutores no Brasil, o que “só 20 países no mundo fazem”.

15h50 – Mercadante elogia seu sucessor no Ministério de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e dá um conselho. “Quando você levar um projeto para a presidente, saiba que a primeira fase será de espancamento do projeto.” Ele diz que o novo ministro, se apresentar projetos sem bom embasamento, ouvirá a expressão: “Esse projeto não fica de pé.” Em seguida, elogia o método da presidente, que segundo ele evita o desperdício de dinheiro público e é “importante” para o País.

15h45 – Aloizio Mercadante diz que quer, “como Haddad, falar com o coração, porque assim a gente diz muito mais coisas”. Em seguida, agradece a presença da própria família.

15h43 – Dilma e Mercadante assinam o termo de posse. Em seguida, trocam abraços. O ex-ministro de Ciência e Tecnologia cumprimenta também o ex-presidente Lula, presente na solenidade. Agora, Mercadante começa seu discurso com o cumprimento protocolar de todos os presentes.

15h40 – “Tenho certeza que eu deixo o Ministério relutante, Aloizio, porque é um Ministério apaixonante, e deixo na mão de uma pessoa qualificada”, afirma Haddad. Ele diz ter certeza que, sob o comando de Mercadante, a Educação vai “avançar muito mais”. “Nada vai satisfazer mais a nós que deixamos o MEC do que vê-lo avançar, do que vê-lo saldar a dívida do Estado brasileiro especialmente com os mais pobres.” Haddad agradece a presidente Dilma e a própria família, pela paciência, e em seguida conclui o discurso.

15h37 – “A Educação nunca foi tratada como tema econômico”, acrescenta Haddad, que faz menção ao papel do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que segundo ele colocou o tema “no centro da questão do desenvolvimento”.

15h34 – “Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.

15h30 – Para Haddad, o grande legado de sua gestão é que “nós temos que garantir a todos os brasileiros o direito a um passo a mais na educação”. “Essa concepção, essa visão sistêmica da educação hoje envolve a grande maioria da comunidade educacional, que esse País não pode se ver envolto a falsos dilemas. Do nascimento à morte, quem quiser estudar tem de ter esse direito assegurado pelo Estado brasileiro.”

15h25 – Haddad elogia também a adesão de todos os prefeitos e governadores do País ao Plano de Metas da Educação. Cita a parceria com o setor privado para possibilitar o ProUni. Destaca também as parcerias com ministérios, elogia os reitores das instituições federais. “Todos os reitores foram recebidos pelo presidente Lula e pela presidenta Dilma”, afirma.

15h21 – “Hoje é um dia de agradecimento por tudo o que a minha equipe recebeu desses governos aqui representados”, afirma. Como já havia feito na segunda-feira, em cerimônia do ProUni, Haddad volta a agradecer o Congresso e elogiar a oposição pela aprovação de duas emendas constitucionaisda área da educação. Lembra ainda a aprovação de mais de 50 projetos de lei. Cita a criação do Fundeb, expansão das universidades, piso nacional para os professores entre outras propostas aprovadas pelo Congresso.

15h20 – O ministro da Educação Fernando Haddad é o primeiro a falar na cerimônia. O ex-presidente Lula está presente.

“Como professor universitário que fez graduação, mestrado e doutorado, viver a experiência de poder contar com o apoio incondicional, poder ter projetos ousados, poder sonhar”, diz Haddad, “é algo realmente que faz emocionar. Eu muitas vezes me emocionei com as histórias que vivenciei no Ministério da Educação”.

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