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Marina diz que pretende fazer maioria no Congresso com PT e PSDB

Jennifer Gonzales

14 de junho de 2010 | 21h40

Por Jair Stangler

A candidata do PV à Presidência da República foi a entrevistada do programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda, 14. A senadora afirmou que pretende construir maioria no Congresso com o PT e o PSDB. Marina criticou ainda a falta de planejamento nos governos Lula e FHC, sobretudo na questão energética.

Ouça a primeira parte da entrevista

Ouça a segunda parte da entrevista

Ouça a terceira parte da entrevista

Ouça a quarta parte da entrevista

Ouça o que a candidata disse após o programa

A candidata verde não fugiu à nenhuma pergunta feita pelos entrevistadores e repetiu algumas de suas opiniões polêmicas, colocando-se contra o casamento gay, embora a favor da união civil de bens, e contra o aborto, embora a favor de se realizar um plebiscito sobre o assunto.

Veja como foi a participação da ex-ministra do Meio Ambiente de Lula no programa:

22h24 – Marina defende que se faça uma Constituinte exclusiva para fazer as grandes reformas. “Durante a campanha, o candidato se compromete com a reforma, mas depois que chega, não consegue realizar, porque precisa garantir a governabilidade.”

22h20 – “As ferramentas macroeconômicas dos últimos 16 anos tem permitido um bom manejo da economia.  Vamos continuar sim com metas de inflação e autonomia do Banco Central.”

23h15 – Qual a sua avaliação dos últimos eventos da política externa brasileira, sobretudo essa questão do Irã? “A avaliação ainda está curso. Na aproximação com o Irã, não se pode criticar o diálogo. Mas no caso do Irã, há um desrespeito aos direitos humanos e às liberdades individuais. Se esse diálogo levasse a um acordo, seria positivo. Mas a tradição do Irã é de ganhar tempo. De algum modo o Brasil acabou dando uma audiência muito grande a essa questão, e de uma maneira muito preocupante, porque há aí derespeito aos direitos humanos. Nós temos uma tradição de direitos humanos, somos contra as armas nucleares”.

23h08 – “Pessoalmente sou contra o aborto, mas sou a favor que se faça um plebiscito. Com relação aos homossexuais, eu acho que as políticas públicas devem chegar a todas as pessoas. Isso com relação a direitos, a pessoa tem que ter os mesmos direito, direito ao plano de saúde do seu companheiro, por exemplo. Agora com relação ao casamento, tenho mesmo uma posição contrária, e sou bem aberta com relação a isso, eu não me refiro à união civil de bens, isso eu sou a favor.”

23h06 – “Eu já estou apoiando incondicianelmente meus companheiros do PT do Acre, o Tião Viana para o Senado, o Jorge Viana para o governo. O segundo turno a gente discute no segundo turno.”

23h02 – “Eu sou evangélica, da Assembleia de Deus, tenho fé, fui católica durante 37 anos, tenho o maior respeito pelos meus irmãos católicos e não tenho vergonha de declarar minha fé. E não vejo problema em um presidente realizar suas orações, imagino que outros o tenham feito. Não vou utilizar a minha fé para me eleger. A Polítca, com P maiúsculo, se realiza com a ética, na realação entre as pessoas.”

22h58 – A senhora é a favor do ensino de criacionismo na escola pública? “Fui dar uma palestra sobre as políticas ambientais no Brasil em uma escola adventista. Uma das críticas era que a escola ensinava o evolucionismo e o criacionismo. E me perguntaram o que eu achava do ensino do criacionismo nas escolas adventistas, eu disse que tudo bem, desde que se ensinasse também o evolucionismo. A partir daí criaram isso que eu estava defendendo o criacionismo em todas as escolas. Eu não defendo o ensino do criacionismo em todas as escolas.”

22h56 – “O desenvolvimento sustentável não é uma categoria abstrata, vem desde os incentivos econômicos, vai até a legislação, se materializa no transporte coletivo. ”

22h54 – É necessário um controle social da mídia? “Quando a gente fala em controle social. Mas quando se trata dos meios de comunicaão, pode parecer censura. Da forma como tem sido resvala para essa questão de ferir a liberdade de imprensa. Eu não tenho conhecimento com profundidade, mas o debate que foi feito nessa questão do Plano Nacional de Direitos Humanos, parece levar nessa direção do cerceamento da liberdade de imprensa, e isso não é bom.”

22h44 – “Fizemos uma opção programática, e não pragmática. Sabemos que é preciso construir uma maioria no Congresso. Como fazer isso sem cair no fisiologismo? É preciso fazer um realinhamento histórico entre PT e PSDB. Existem pessoas em todos os partidos que se mobilizam pelo que é bom para o País. Essa construção nunca foi tentada. Nós precisamos acabar com os intermediários políticos. Nós precisamos dos mediadores políticos, como Cristovam Buarque, Pedro Simon. O senador Serra foi um mediador político. Meu problema com Dilma e Serra não é com relação ao diálogo, é com relação à visão desenvolvimentista que eles tem.”

22h42 – “Depois de mais de 20 anos de democracia, está na hora de construir um discurso a favor do Brasil”

22h36 – A senhora não é candidata da oposição? Quem é candidato da oposição? “Eu acho que esses rótulos acabam reduzindo as coisas. Não estamos nem à esquerda, nem à direita, estamos à frente. No governo FHC, quando havia uma proposta que eu considerava boa, eu votava a favor, foi assim quando foi criada a CPMF.”

22h35 – “Eu tenho coragem de dizer que tivemos avanços nesses últimos 16 anos, mas ainda precisamos enfrentar alguns problemas.”

22h33 – “Não vou fazer o discurso fácil, da oposição pela oposição. Mas muito do aproveitamento hidrico está na Amazônia. Agora, pergunte o que existe de projeto para isso. Muito pouco.”

22h31 – “Quando eu falo falta de planejamento, faço uma crítica aos últimos 16 anos, o conceito de apagão apareceu durante o governo FHC.”

22h29 – Sobre a participação de Lula na campanha de Dilma, Marina diz que é legítimo você se envolver, “quando se é o próprio rei, é preciso zelar para que não haja nenhuma extrapolação.”

22h24 – “Eu sou contra a energia nuclear. É uma energia insegura e cara.”

22h22 – “Eu não contra o uso de hidroelétricas para gerar energia, nem contra Belo Monte. Sou contra a maneira como estava sendo feita. É preciso planejamento para gerar energia.”

22h18 – “As questões éticas me tocaram sim. Mas, infelizmente, isso existe em todos os partidos. Eu lutaria para melhorar a questão ética dentro dos PT, para que as pessoas que erraram fossem punidas. Eu saí do PT pela falta de visão do partido nessa luta pela sustentabilidade.”

22h14 – Por que levou tanto tempo para deixar o PT? “Eu sempre respondo que saí do PT pelas mesmas razões pelas quais fiquei durante 30 anos. Fiquei no PT pela luta pela justiça social, pela democracia, e a luta em favor do socioambientalismo. Avançamos nas outras, mas na luta socioambiental, na busca pela sustentabilidade, nem o governo, nem o PT, nem os outros partidos, conseguiram avançar nesse sentido. Eu preferia ser uma relva no campo do que ser mais um bonzai no planalto. Então eu voltar para a sociedade, atuar na luta pela sustentabilidade. E foi aí que veio o convite do PV.”

22h12 – Sobre a divisão dos royalties do pré-sal, Marina diz que essa questão deveria ter sido discutida após as eleições. “Está se transferindo para a discussão do pré-sal, uma questão que é da reforma tributária. A forma como foi feita não foi adequada.”

22h08 – “O agronegócio é fundamental para a economia brasileira. E nós podemos até triplicar nossa produção com sustentabilidade, com novas tecnologias”

22h06 – Marina criticou incentivo a frigoríficos em 2006: “Eu pegaria aquele um bilhão e daria para os aposentados”

22h04 – Perguntada sobre o aumento para os aposentados, Marina diz que sancionaria o aumento e vetaria o fim do fator previdenciário.

 

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