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‘O Estado pertence aos partidos, cada um tem seu pedaço’, diz Marina Silva em evento

Bruno Siffredi

27 de outubro de 2011 | 19h41

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Gabriel Manzano, de O Estado de S.Paulo

A ex-senadora Marina Silva disse nesta quinta-feira, 27, em São Paulo, que o País precisa de “um novo pacto político para devolver o Estado à sociedade”, porque atualmente “o Estado pertence aos partidos, cada um tem seu pedaço”.

De volta à cena, com fortes críticas aos seguidos escândalos da política nacional, a ex-candidata presidencial do PV, hoje sem partido, participou do evento “Política 2.0: uma nova forma de fazer política?”. No encontro, ao qual compareceram cerca de 150 pessoas em um auditório na Vila Madalena, o Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) lançou novo site na internet e divulgou uma pesquisa sobre jovens e a política marcada por adjetivos como “nojo” ou “vergonha”. Entre os presentes estavam o empresário “verde” Ricardo Young, o cientista político Giuseppe Cocco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Ricardo Abramovay, da Faculdade de Economia da USP.

A nova cruzada – da qual participa Marina, enquanto não se dedica a formar um novo partido – inspira-se em movimentos de protesto surgidos em muitos outros países, e nas rebeliões do mundo árabe. Para seus integrantes, o “Política 2.0” é o eixo para entender que “a nova forma de fazer política ainda não tem uma fórmula; o que se tem é um processo em curso no mundo inteiro”.

No Twitter. Em outros trechos de sua fala, Marina criticou “o poder pelo poder” – que, segundo ela, “virou o fim da política, ao contrário da política como fim para transformar a sociedade”. Depois de suas cobranças, que passaram a circular no Twitter assim que ela terminou sua fala, a ex-candidata defendeu a ideia de “liderar pelo exemplo” para se chegar “à desconstrução da política da forma como ela está”.

A pesquisa sobre os jovens, que ouviu cerca de 100 adolescentes de São Paulo, mostrou uma forte rejeição desse universo à política tradicional, que muitos pintaram com adjetivos como “nojo”, “raiva” e “vergonha”. Segundo os autores da consulta, os pesquisados não percebem grandes diferenças entre os partidos. Entre seus ídolos, mencionaram Jesus Cristo, Lula, Marina, Mandela e Gandhi. Por fim, questionaram a capacidade de mobilização das redes sociais: a ação política concreta, disseram eles, precisaria de “outra plataforma de relacionamento”.

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