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Na Associação Comercial de SP, Marina defende reforma política para combater corrupção

Armando Fávaro

09 de agosto de 2010 | 16h46

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, foi a terceira e última candidata a responder às perguntas dos jornalistas e empresários no encontro “Candidatos à Presidência falam aos empreendedores do Brasil”.

Leia a seguir os principais momentos da sabatina:

17h37 – Marina faz suas considerações finais. “Eu tenho dito que nessas eleições eu quero fazer o debate, não o embate, que não leva a lugar nenhum.” A candidata do PV volta a defender um “realinhamento” entre as forças do PT e do PSDB. “No lugar de pensar em políticas de longo prazo estamos pensando em alongar o prazo de nossos políticos”, diz.

17h33 – “Se nós conseguirmos certificar nosso etanol, nos rapidamente conseguiremos transformá-lo em commodity.” Marina defende o desenvolvimento de tecnologias novas no setor de bicombustíveis, os bicombustíveis de segunda geração que , como o etanol de celulosa, que seria “abissalmente superior” a outros combustíveis.

17h27 – Questionada sobre o projeto do trem-bala, Marina cita sua experiência com o licenciamento da hidrelétrica do Rio Madeira. A candidata critica os projetos que vinculam desenvolvimento em detrimento da legislação ambiental.

17h22 – Marina defende a transposição do Rio São Francisco. “Não tem milagre. O que precisa é de uma boa gestão”, diz ao ser questionada o que seria necessário para evitar o uso político da água. “É uma equação que só se resolve se tivermos a sensibilidade para as questões de sustentabilidade econômica, ambiental, social e cultural”, diz.

17h18 – “A reforma política é uma ferramenta fundamental para o combate à corrupção”, diz. Ela admite a dificuldade de se avançar com o tema. Marina propõe, então, um processo de transparência em todos os setores da administração pública para facilitar o combate à corrupção.

17h13 – Marina ironiza o fato de o candidato Serra ter tido dificuldades em ouvir os entrevistadores. “Se eu não tivesse ouvindo leria os lábio para dizer que estou”, afirmou. Sobre Belo Monte, a candidata afirma que o potencial hidrelétrico da Amazônia não deve ser desprezado. “Se eu estivesse no governo, teria cancelado o leilão de Belo Monte para resolver as questões que permanecem há 20 anos”, diz. “O erro é quando dizem que vamos ‘flexibilizar as questões ambientais’. Ninguém flexibiliza os cálculos da ponte”, exemplifica. Para a candidata, a melhor forma de superar esses problemas é agilizando os processos de licenciamento ambiental.

17h09 – “A gente sabe que o SUS é uma conquista da Constituição de 1988”, diz Marina ao ser questionada sobre a situação da Saúde no País. A ex-ministra do meio ambiente cita o coordenador de seu programa para a área, o médico sanitarista Eduardo Jorge. A candidata defende os programas de Saúde da Família e a prevenção. “Com isso a gente reduziria uma boa parte dos gastos do Brasil na saúde.” Ela promete mais recursos para a área e a racionalização dos mesmo.

17h06 – Marina é questionada sobre as relações do Brasil com o Irã, pela perspectivas dos direitos humanos. “Sem sombra de dúvida o que acontece no Irã é um aviltamento dos direitos humanos”, diz a candidata. Segundo ela, a resposta do Brasil deve ser para essas questões deve ser de afirmação dos valores da democracia.

17h04 – Marina critica as respostas radicais ao problema agrário no Brasil. “Há espaço para o agronegócio, a espaço para os pequenos e para os grandes e há espaço para as comunidades estrativistas”, afirma.

17h01 – Questionada sobre os gargalos de infraestrutura no País, Marina cita uma declaração feita em fevereiro, no qual classificou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como um plano de gerenciamento. Segundo a candidata, a medida é necessária, mas ela diz que a prioridade será os investimentos em “infraestrutura humana”.

16h57 – “É fundamental que a gente pense o Brasil a partir de uma perspectiva pró-ativa”, diz Marina ao citar sua parceria com empresários, como seu candidato a vice, Guilherme Leal. Para a candidata, a solução para os problemas ambientais depende de uma nova visão dos governantes.

16h40 – Em meio à confusão causada pela coletiva concedida pelo candidato do PSDB, José Serra, começa o discurso de Marina Silva. Ela destaca pontos do documento apresentado pela Associação Comercial e elogia a preocupação da entidade com as mudanças climáticas. “O Brasil reúne as melhores oportunidades para fazer uma inflexão em termos de modelo de desenvolvimento nesse início de século”, aponta.

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