‘Não vamos confundir gerenciamento com programa’, diz Marina Silva sobre PAC
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‘Não vamos confundir gerenciamento com programa’, diz Marina Silva sobre PAC

Bruno Siffredi

03 de agosto de 2010 | 11h20

Rodrigo Alvares

Atualizado às 12h57

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, voltou a criticar a política de infraestrutura do Brasil nesta terça-feira, 3, após evento da Confederação Nacional da Instituições Financeiras, em São Paulo. Para a senadora, “o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um projeto de gestão, não se pode chamar um projeto de gestão de programa. Não vamos confundir gerenciamento de obras com programa. É necessário que o País invista em infraestrutura para ter o crescimento sustentável nas próximas décadas”.

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Senadora se reuniu com dirigentes do setor financeiro. Foto: Epitácio Pessoa/AE

Questionada sobre o papel do PAC em um eventual governo, a senadora disse que “não se pode chamar um processo de gestão de programa nem, em um País como o nosso, ficar agindo somente baseado em programas. Nós temos que ter um plano para a infraestrutura no Brasil, é isso que precisa ser pensado. O PAC é importante, mas não vamos confundir gerenciamento de obras com programa”.

Marina enfatizou que o Brasil “precisa de um plano” e deu como exemplo os novos casos de problemas no setor aéreo. “Se levarmos em consideração que teremos os jogos Olímpicos de 2016 e a Copa de 2014, a tendência é esse colapso aumentar”, disse. “A infraestrutura brasileira precisa de um plano voltado para os próximos 20, 30 e 40 anos, de acordo com as grandes oportunidades que se colocam para o Brasil.”

Debate

“É importante para as pessoas conhecerem os candidatos”, afirmou Marina, a respeito da expectativa em torno do primeiro debate entre os candidatos à Presidência na TV Bandeirantes, marcado para esta quinta-feira. “Que processo queremos estabelecer a partir deste encontro? O eleitor pode criar uma falsa ilusão de que se está votando em um Super-Homem ou Super-Mulher”, disse.

Banco Central

Para Marina, “a institucionalização da autonomia do Banco Central, com a concessão de mandatos, não seja favorável ao País”. “A autonomia informal, existente hoje, já está funcionando de maneira positiva”, disse, ao ser indagada se era favorável à instituição de mandato e de autonomia do BC. “O BC deve ter sim uma autonomia operacional sem que tenhamos que institucionalizar uma autonomia”.

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