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Marina apresenta propostas para discussão de apoio no segundo turno

Armando Fávaro

08 de outubro de 2010 | 18h18

Jair Stangler

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Marina entre Alfredo Sirkis e José Luiz Penna durante a coletiva

A senadora e candidata derrotada do PV à Presidência da República, Marina Silva, apresentou nesta sexta-feira, 8, as propostas do PV para negociar apoio aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno. O documento (

Documento

), que ainda poderá ser modificado pela convenção partidária que acontece no próximo dia 17, contém dez pontos que o partido e a senadora consideram prioritários para o País.

Em coletiva de imprensa concedida em São Paulo, Marina explicou que as propostas serão a base para debater o possível apoio aos dois candidatos. De acordo com a senadora, a adesão ao documento por Dilma e Serra será um dos elemento do processo decisório, mas não o único. Além da convenção do PV, o grupo de Marina pretende ainda ouvir o Movimento Marina Silva e setores da sociedade civil. Uma reunião da direção nacional do partido no próximo dia 13 deverá encaminhar o encontro do dia 17, quando será tomada uma decisão à favor de um dos candidatos ou de neutralidade na disputa.

Divergências. Marina voltou a admitir que pode eventualmente ter uma posição divergente do partido. “O que está previsto é que todos têm o direito de manifestar sua opinião”, afirmou Marina. Também participaram da coletiva o vereador carioca Alfredo Sirkis, que coordenou a campanha de Marina, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, e o candidato derrotado ao governo de São Paulo do partido, Fábio Feldmann.

Como havia feito durante a campanha, a senadora voltou a discutir a ascensão de figuras femininas na política. “O Brasil está preparado a ter uma mulher na presidência. Cabe a quem está na disputa como mulher conquistar o eleitor”, disse Marina.

Tanto a senadora quanto os membros da direção nacional do partido negaram que haja qualquer negociação sobre cargos e mostraram irritação com a insistência dos repórteres sobre o assunto. “Quando a gente coloca a discussão programática à frente, a gente faz algo diferente do que tradicionalmente se faz na política brasileira”, disse Sirkis. Ele afirmou ainda que a imprensa vive criticando as práticas de fisiologismo, mas não consegue conceber alguém que faça algo diferente.

Veja resumo dos dez temas prioritários para Marina e o PV, segundo o documento “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável”:

1. Transparência e ética – o documento defende a não instituição de tutela ou controle sobre a liberdade de imprensa e a transparência das informações sobre execução orçamentária do governo federal

2. Reforma eleitoral – adoção do voto distrital misto; lista cívica e financiamento público de campanhas

3. Educação para a sociedade do conhecimento – elevação do investimento para 7% do PIB, buscando universalizar o acesso à pré-escola e à creche; eliminação do analfabetismo; valorização dos professores; e criação do Sistema Nacional de Educação

4. Segurança pública – subsídio à educação de jovens em situação de risco; valorização salarial de policiais;  reforma do modelo policial

5. Mucanças climáticas, energia e infraestrutura – agência reguladora para a Política Nacional de Mudanças Climáticas; publicação de estimativas de gases estufas; tornar lei metas de redução de gases estufas; aumento da participação das energias renováveis na matriz energéticas; fim de leilões para termoelétricas movidas a diesel ou carvão mineral; supressão do IPI sobre veículos elétricos e híbridos; moratória de novas usinas nucleares; criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta sobre Desastres Naturais; universalização da banda larga

6. Seguridade social: saúde, assistência social e previdência – 10% do orçamento federal par a a saúde; Programa Saúde da Família (PSF) para 80% da população; carreira para os integrantes do PSF; aumento para 75% dos domicílios  com acesso à rede esgoto e pelo menos 50% com tratamento do esgoto coletado; rastreamento de transgênciso; programas sociais de terceira geração

7. Proteção dos biomas brasileiros – desmatamento zero de vegetação nativa primária e secundária; veto a alterção do Código Florestal que reduza áreas de reserva legal; incluir 10% dos biomas em unidades de conservação; Plano Nacional para Agricultura Sustentável

8. Gasto público de custeio e Reforma Tributária – limitação da expansão dos gastos de custeio à metade do crescimento do PIB; proposta de reforma tributária em seis meses de governo; revisão da tributação de acordo com impacto sobre o meio ambiente; reducação dos cargos comissionados

9. Política externa – política externa orientada pela promoção da paz, liberdade, democracia e respeito aos direitos humanos

10. Fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural – conclusão da demarcação e homologação das terras indígenas e criação de fundo para apoiar indígenas; implementação do Sistema Nacional de Cultura; combate a discriminação racial, sexual e religiosa

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