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Marina admite que pode divergir de PV em decisão sobre apoio no 2º turno

Ricardo Chapola

06 de outubro de 2010 | 18h29

Jair Stangler

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Senadora afirmou que não vai negociar cargos em troca de apoio

A senadora Marina Silva (PV), que obteve a terceira posição nas eleições presidenciais de domingo, 3, com 19 milhões de votos, admitiu nesta quarta-feira, 6, que pode divergir da posição que venha a ser tomada pelo PV sobre o apoio aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que foram para o segundo turno. “No processo é natural essa diferença”, disse. “Como também pode haver a convergência”, completou. Marina concedeu entrevista coletiva em comitê na Vila Madalena, em São Paulo.

A senadora afirmou ainda que não irá negociar cargos para apoiar qualquer um dos candidatos. “Eu não vou por ai, vamos fazer uma discussão programática”, ressaltou. Marina voltou a afirmar que a coordenação de sua campanha vai elaborar propostas e encaminhar para a sociedade. Ela anunciou uma reunião da comissão nacional do PV nesta quinta para discutir essas propostas. O partido definiu o dia 17 como data limite para definir os apoios para o segundo turno. Disse que há uma preocupação, “não de manter o capital eleitoral, mas de como isso será internalizado no debate eleitoral.”

Declarou também que uma “prioridade estratégica” que colocará para os candidatos que estão no segundo turno é a “revolução na educação”. Marina ainda cobrou dos dois candidatos que apresentem seus planos de governo.

Ela diz considerar o segundo turno “uma bênção”. “Nós temos a chance de conversar com os 100 milhões de eleitores”, justificou. A senadora voltou a celebrar o resultado obtido por sua candidatura nas urnas. “O presidente, com toda a sua popularidade, não conseguiu que sua candidata vencesse no primeiro. Do outro lado, o outro candidato não teria chegado ao segundo turno sem esses 20 milhões de votos”, comemorou.

Marina avalia ainda que ao lado de avanços nos campos econômico e social, “sofremos um retrocesso terrível na política”. Ela defendeu que se faça a reforma política.

Aborto

A senadora também comentou a polêmica sobre o aborto, que teria tirado votos de Dilma na reta final da campanha e sido decisivo para levar a eleição para o segundo turno. “Sempre falei que sou a favor da vida, contra o aborto. Não disse que convocaria o plebiscito. No primeiro turno essas questões eram só para a minha candidatura, depois, se colocaram essas questões para os outros candidatos”, disse.

Comentou ainda a afirmação de Serra se declarando um “ambientalista convicto”. “Não importa o que a gente possa dizer da gente mesmo, a sociedade é que vai avaliar nossas atitudes”, disse.

Segundo Marina, agora ela pretende voltar ao ativismo ambiental. “Eu já tinha decidido que não ia a um terceiro mandato (como senadora), já estava articulando o movimento ‘Brasil Sustentável’, afirmou.

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